Fotografia: Defesa Nacional/Twitter

Ministra da Justiça diz que “é preciso perceber e estudar” delinquência juvenil

Ministério e Polícia Judiciária vão integrar a equipa multidisciplinar criada para tratar este fenómeno.

Redação/Lusa
6 Jun 2022

A ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, visitou esta manhã as instalações da Polícia Judiciária (PJ) de Braga. Após a visita, e na sequência da notícia avançada sobre a criação de uma equipa especial e multidisciplinar para avaliar o aumento da delinquência juvenil, revela que é também preciso “perceber e estudar” este problema.

O ministro da Administração Interna adiantou esta segunda-feira que vai ser criada uma equipa especial e multidisciplinar para avaliar o aumento da delinquência juvenil. A equipa vai ser composta por elementos da saúde pública, da segurança social, por polícias e por elementos de outras áreas do Governo, como explica Catarina Sarmento e Castro. “O Ministério da Justiça, designadamente, através também da Polícia Judiciária, integra esse grupo de trabalho”, afirma.

Acima de tudo, a ministra acredita que é preciso perceber este problema, de forma a poder reduzi-lo. “É preciso, desde já, começar por perceber e estudar esse fenómeno, começar por analisar essa realidade. Ver o que é que justifica que esses jovens, de facto, atuem dessas formas. É preciso estudar a realidade. E é preciso olhar, muito provavelmente, para essas causas”, explica, antes de acrescentar: “Perguntar-nos: o que é que leva estes jovens a ter esse comportamento para que, depois, possamos saber o que é que é possível fazer, muito provavelmente, na origem, e tentarmos, sobretudo, prevenir, evitar que isso aconteça”.

A equipa a ser criada vai “avaliar os termos em que o confinamento pode contribuir para justificar o crescimento dos indicadores ligados à delinquência juvenil”, explica José Luís Carneiro. “Queremos também ter pessoas ligadas à segurança social e proteção social dos mais carenciados, estarão depois outros serviços, nomeadamente a própria PSP, a GNR e outras áreas governativas para procurarmos detetar as causas”, acrescenta.

A criação desta equipa surgiu na sequência de o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2021 ter revelado que, face a 2020, a criminalidade grupal aumentou 7,7% e a delinquência juvenil 7,3%. Segundo o RASI, registaram-se 4.997 participações em 2021 de criminalidade grupal, mais 359 em relação ao ano anterior. O relatório indica ainda que a criminalidade grupal está sobretudo associada a grupos de jovens, entre os 15 e os 25 anos de idade, com “vasto historial criminoso centrado essencialmente na prática de roubo, furto, ofensa à integridade física e ameaça, durante o período noturno”.





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