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Empresários do Minho pedem pacto entre Governo e empresas para aumentar salários

O primeiro-ministro apelou no sábado às empresas para que contribuam para um esforço coletivo de aumento dos salários dos portugueses.

Redação/Lusa
6 Jun 2022

A Associação Empresarial do Minho (AEMinho), com sede em Braga, apelou hoje a um “pacto” entre o Governo e as empresas, para que partilhem a meias o custo do aumento em 20% dos salários médios em Portugal.

Em comunicado, a AEMinho sublinha que “não é realista” pedir às empresas que suportem aquela dimensão de aumento por si só.

“Propomos um pacto entre o Governo e as empresas”, acrescenta.

Por esse pacto, as empresas devem comprometer-se a realizar todos os esforços para atingir a meta proposta pelo primeiro-ministro, ao mesmo tempo que o Estado se compromete a reduzir a carga fiscal sobre o trabalho “na exata proporção do aumento percentual do salário médio, partilhando assim o esforço, tornando a meta mais alcançável”.

“Consideramos que aqui estamos também a criar as condições para que o Estado se auto imponha uma maior eficiência na gestão de recursos, na tomada de decisões e que isso se reflita no decréscimo da receita no que ao trabalho diz respeito”, refere o comunicado.

Vinca que a proposta é a diminuição de impostos sobre o trabalho e não sobre o rendimento das empresas, por entender que, na escala de prioridades, “importa primeiro reduzir a carga fiscal sobre os trabalhadores”.

O primeiro-ministro apelou no sábado às empresas para que contribuam para um esforço coletivo de aumento dos salários dos portugueses, para que haja “maior justiça” e os salários médios em Portugal possam aumentar 20%.

Segundo António Costa, que falava perante uma plateia de jovens, no Algarve, as empresas têm de ter consciência que deve haver “maior justiça nas políticas remuneratórias que praticam”, sublinhando que, na União Europeia, o peso dos salários no conjunto da riqueza nacional é de 48% e em Portugal é de 45%.

A AEMinho manifesta “perplexidade” com as declarações de António Costa, “sem propor nenhuma medida efetiva de estímulo à economia”.

“Num Estado de direito, espera-se que os governantes sejam responsáveis, equilibrados e não meros propagandistas que lançam propostas inexequíveis por mero ganho político e não pensando naquilo que, de facto, é o interesse do país”, lê-se ainda no comunicado.





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