Fotografia: UMinho

Estudante da UMinho vence prémio com investigação pioneira em Portugal

O estudo analisa o tema da big data no setor do turismo nacional.

Redação
3 Jun 2022

A estudante e investigadora em Sociologia no Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho Maria João Vaz venceu o Prémio de Melhor Artigo de Doutoramento (Best PhD Paper) na 5.ª Conferência Internacional de Investigação em Turismo (ICTR’22), que decorreu em Vila do Conde. O estudo da doutoranda é pioneiro na análise ética e social sobre big data no turismo nacional.

O trabalho “Tourism and big data in a post‐covid‐19 world: the utopian and dystopian rhetoric” mostra as mais-valias da big data no setor do turismo nacional, mas também os riscos inerentes, a urgente consciencialização de todos os grupos de interesse e o alerta ético sobre a privacidade e o acesso devido aos dados. As recomendações éticas e sociais na aplicação da big data ao turismo, bem como a procura por captar melhor os atuais e os potenciais clientes ou antecipar a concorrência e as tendências de mercado tornam o estudo pioneiro no país.

“Face ao peso económico-social deste setor no país e no mundo, é fulcral aprofundar o estudo do tema”, adianta Maria João Vaz. A portuense de 32 anos explica ainda que os principais desafios do setor em relação à big data incluem desde softwares a organizações, mais literacia turística e a antecipação de problemas, de modo a facilitar o desenvolvimento responsável do turismo, apoiado nas melhores práticas.

Maria João Vaz recebeu o Best PhD Paper da 5.ª ICTR’22 ex-aequo e ficou à frente de trabalhos de países como os Estados Unidos, África do Sul, Japão e República Checa. O prémio vale à estudante da UMinho um diploma e a publicação do seu artigo numa revista internacional. “É um reconhecimento da investigação de excelência feita na UMinho e, também, do aumento da preocupação sociológica no turismo, um tema embrionário a nível nacional, mas que pode vir a influenciar o avanço no conhecimento académico e na inovação social e organizacional”, afirma a investigadora.





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