Fotografia: DM

D. José convida a contemplar a criação num caminhar com fé

Arcebispo de Braga presidiu e participou na peregrinação arciprestal de Esposende ao santuário da Senhora da Guia.

Jorge Oliveira
22 Mai 2022

Depois de dois anos de pausa devido à pandemia, o Arciprestado de Esposende voltou a peregrinar ao santuário da Senhora da Guia.

O Arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, não só presidiu a esta caminhada de fé como fez questão de ir a pé a acompanhar a imagem da Senhora, desde a igreja paroquial de Belinho até ao monte onde está a capelinha dedicada à Senhora da Guia.

O prelado nunca tinha peregrinado a este santuário e na Eucaristia, depois de mais de uma hora de caminhada, não escondeu a sua surpresa e o seu encanto com o que viu. 

«Ao subirmos ao longo da peregrinação e chegando cá ao alto contemplando o horizonte do mar, vendo mais largo e mais longe do alto deste monte, somos envolvidos pela beleza da criação e a beleza do amor de Deus, fazendo a experiência de caminharmos juntos cantando, rezando, caminhando», descreveu.

No dia em que começou a ‘Semana Laudato Si’ 2022, D. José Cordeiro desafiou os peregrinos a deixarem-se surpreender pela beleza da criação e a darem graças a Deus pelos homens e mulheres que ao longo dos tempos e hoje fazem destes sítios «lugares de esperança, de contemplação, lugares belos e cuidam da casa comum».

«Se calhar muitos de vós, porque já vieram aqui muitas vezes, não se surpreendem por este encanto e por esta beleza, mas para quem vem pela primeira vez, como me aconteceu a mim, é de facto um deslumbre, um encanto e que sai naturalmente do coração e da alma esse “Laudato si”, louvado Sejas Senhor pela beleza da criação», acrescentou.

A Semana Laudato Si’ 2022, que decorre até 29 de maio, marca o sétimo aniversário da encíclica histórica do Papa Francisco sobre o cuidado da criação, da casa comum. 

O Arcebispo expressou ainda a sua alegria por participar nesta peregrinação «tão bem preparada» e participada pelas 15 paróquias do Arciprestado de Esposende, referindo-se de modo especial à presença de crianças, adolescentes e jovens.

«Os jovens não podem viver sozinhos e isolados em cada paróquia, no seu movimento, no seu grupo, no seu agrupamento, mas têm que alargar o olhar e o coração. E, então, agora rumo à Jornada Mundial da Juventude Lisboa-2023 nós temos uma oportunidade de graças, uma oportunidade única, e vejo com muita esperança este momento para a Pastoral Juvenil Vocacional da nossa Diocese», assinalou.

D. José Cordeiro lembrou que os símbolos da JMJ – a cruz e o ícone mariano –  percorrerão a Arquidiocese de Braga no mês de fevereiro do próximo ano, ficando os mesmos dois dias em cada Arciprestado. O prelado espera que durante estes dias os jovens e todos os que os acompanham possam sentir-se «a renovar na esperança».

A peregrinação ao santuário da Senhora Guia esteve para não sair devido à ameaça de chuva, mas a vontade de testemunhar a devoção em comunidade à Senhora acabou por prevalecer.

O Arcebispos explicou  que peregrinar é muito mais do que fazer uma caminhada e contemplar a natureza.

«Peregrinar é fazer um ato de fé, é rezar com o corpo todo, a começar pelos pés, é olhar para frente e para o alto, é acreditar que é possível recomeçar, que não está tudo perdido como às vezes pensamos, mas que se abrem horizontes novos», salientou D. José.

No final da eucaristia campal e após a bênção do Santíssimo Sacramento realizou-se a habitual procissão até à capela, em frente à qual o andor da Senhora da Guia foi voltado para o mar e o coro entoou um cântico alusivo aos pescadores, “Salvé Estrela do Mar, Salvé Mãe do Verbo de Deus”.

A peregrinação à Senhora da Guia é organizada rotativamente pelas paróquias do Arciprestado. Este ano coube às de Curvos e Palmeira de Faro. A missa foi solenizada por um grupo coral constituído por elementos das duas paróquias.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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