Fotografia: DR

Costa e especialistas dizem que comportamento dos cidadãos foi «chave para vencer a pandemia»

Primeiro-ministro esteve em Braga, no lançamento do livro “Covid-19 em Portugal: a Estratégia”

Carla Esteves
14 Mai 2022

O primeiro-ministro e o grupo responsável pelas propostas de desconfinamento do país foram, ontem, unânimes em afirmar que a chave para vencer a pandemia foi acima de tudo, o comportamento dos cidadãos, que frequentemente se adiantaram às decisões do Governo. António Costa falava na Reitoria da Universidade do Minho (UMinho), no Largo do Paço, durante a apresentação da obra “COVID-19 em Portugal: a estratégia”, que dá a conhecer ao grande público o método de trabalho e a estratégia que serviram de base ao desconfinamento, após a fase mais grave da doença em Portugal.
Num salão nobre repleto de público, e perante o grupo de sete especialistas que assina o livro – Raquel Duarte, Felisbela Lopes, Filipe Alves, Ana Aguiar, Hugo Monteiro, Marta Pinto e Óscar Felgueiras- António Costa afirmou que «temos uma dívida para com o Serviço Nacional de saúde (SNS) e os seus profisisonais, uma dívida para com os cientistas que deram o melhor do seu saber, mas a chave de tudo foi o comportamento dos cidadãos, que frequentemente se anteciaparam nas decisões do próprio Governo».
O primeiro-ministro deu como exemplo o encerramento das escolas, decisão que considera ter sido «a mais difícil de tomar» e lembra que ainda antes do anúncio formal por parte do Governo, já alguns pais tinham decidido não mandar os filhos para as aulas. A este exemplo juntou um segundo relacionado com o uso de máscaras, reforçando que muitos cidadãos as usavam já nos espaços públicos, quando o Governo, seguindo as indicações da Organização Mundial de Saúde (OMS) ainda não defendia a sua utilização.

Democratização da Ciência
«Eu desejo não ter que gerir mais nenhuma pandemia, mas estou certo de que alguém terá, um dia, que gerir», afirmou António Costa, enfatizando que «é importante manter esta memória viva».
O primeiro-ministro salientou também que estes dois anos foram da maior importância para a democratização da ciência e para que os cidadãos percebessem a importância de um contínuo investimento na investigação científica».
Sustentando que a pandemia feriu a saúde individual e a saúde coletiva, mas também a economia, o primeiro-ministro vincou que «as decisões tomadas pelos políticos tinham que integrar esses diferentes interesses» e que «se as medidas não foram sempre coerentes, tiveram sempre por base um fundo racional».
Costa terminou com um agradecimento aos que diariamente ajudaram a suportar as decisões políticas e «aos portugueses pela forma como enfrentaram, até agora, a pandemia».

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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