Fotografia: DR

António Costa vem a Braga para a apresentação do livro do grupo que liderou o desconfinamento

A Obra “Covid 19 em Portugal: a Estratégia” será apresentada na próxima sexta-feira, 13 de abril, na Reitoria da Universidade do Minho

Carla Esteves
10 Mai 2022

O primeiro-ministro, António Costa, e a ministra da Saúde, Marta Temido, estarão em Braga, na próxima sexta-feira, dia 13 de abril, para a apresentação do livro “Covid-19 em Portugal: a estratégia”, uma obra da autoria do grupo que que propôs o desconfinamento do país, a saber:  Raquel Duarte, Felisbela Lopes, Filipe Alves, Ana Aguiar, Hugo Monteiro, Marta Pinto e Óscar Felgueiras.

O livro, que inaugura a Coleção Ensaios para a Sustentabilidade da Fundação Mestre Casais, e é publicado por esta Fundação e pela UMinho Editora em formato digital e em acesso aberto, será apresentado às 18h00, na reitoria da Universidade do Minho, e dá a conhecer ao grande público a visão do grupo responsável pelas propostas de desconfinamento do país que serviram de base à decisão política do Governo português desde março de 2021.

A obra encontra-se dividida em três partes, traça a linha diacrónica da pandemia, apresenta o método de trabalho e a estratégia para desconfinar o país depois da fase mais grave da doença em Portugal. No final, enuncia as lições que ficam desse tempo.

«Todos reconhecerão que os cuidados de saúde primários foram uma peça fulcral na resposta à COVID-19. Estes serviços conseguiram reinventar-se com alguma celeridade. O facto de termos níveis organizacionais como os Agrupamentos de Centros de Saúde permitiu desenvolver horários flexíveis, criar uma resposta de centros pré-urgência para COVID, dispor de uma linha própria para utentes ainda antes do SNS24 estar preparado para a emergência COVID-19 e apoiar os centros de acolhimento que, entretanto, se desenvolveram. É preciso que a experiência adquirida agora se transfira para conhecimento e implementação sustentável no futuro», sustentam os auores.

Apontam ainda como segunda grande lição nesta pandemia a questão da  fragilidade da Saúde Pública.

«A sua atuação no terreno, identificando cadeias de transmissão e implementando medidas que permitiam cortar essa transmissão, foi determinante para conter a doença na comunidade. A Saúde Pública sai da pandemia exausta e com uma necessidade urgente de se reorganizar e fortalecer», afirmam.

Os autores incidem ainda sobre outros domínios imprescindíveis de atuação na pandemia, designadamente a nível hospitalar, onde se conseguiu que «os sistemas digitais instalados fossem evoluindo de forma a apoiarem o processo de gestão nesse âmbito», e a “promoção da literacia em saúde “, que «ganhou redobrada importância junto das pessoas, das comunidades e das organizações, constituindo-se como uma importante resposta e ferramenta da saúde pública».

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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