Fotografia: DM

Livro de José Rodrigues é «essencial» para conhecimento da organaria em Portugal

Obra apresentada hoje por Eugénio Amorim na Sé de Braga.

Jorge Oliveira
6 Mai 2022

A sacristia grande da Sé de Braga serviu de palco hoje para a apresentação do livro “O órgão ibérico em Braga: um excecional património”, de José Rodrigues, no âmbito do Festival Internacional de Órgão de Braga.

Na apresentação, o professor e compositor Eugénio Amorim considerou este livro «essencial para o conhecimento da organaria em Portugal, especialmente no Norte e em Braga».

«É uma referência para outros estudos que se possam vir a fazer, porque a realidade musicológica e organológica do país é fora de série», destacou o apresentador, que é professor na Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo do Porto.

O livro resulta da tese de mestrado de José Alberto Rodrigues sobre “O órgão ibérico em Braga – instrumentos e características”, apresentada em 2017 à Universidade Católica Portuguesa, para obtenção do grau de mestre em Património Cultural e Religioso.

Nesta obra, depois de 20 anos de investigação, José Alberto Rodrigues fala sobre os 47 órgãos de tubos de Braga, mas também contextualiza a história universal do órgão na Europa, as diferentes variantes que foram-se desenvolvendo na Alemanha, na Itália e outros países, descreve o funcionamento do órgão (a sua mecânica) e apresenta alguma curiosidades, interesses, alguns desconhecidos do público em geral.

O livro, com prefácio de D. José Cordeiro, Arcebispo de Braga, irá servir de introdução para o estudo e inventário geral dos órgãos da Arquidiocese de Braga. São mais de 100 instrumentos históricos, desde o século XVII ao XX, disse o autor.

José Alberto Rodrigues pretende ainda com esta obra «aproximar cada vez mais este património dos bracarenses e dos portugueses».

«Este livro é uma viagem no tempo e no espaço, desde as origens até à atualidade dos vários géneros de órgãos que se vêm a desenvolver na Península Ibérica, e particularmente em Braga», referiu o autor, acrescentando que a maior parte destes órgãos estão em igrejas.

“O órgão ibérico em Braga: um excecional património” tem 206 páginas e várias ilustrações, sendo acessível «mesmo ao público a quem o órgão parece estranho e distante», garantiu o autor.

A obra está disponível nos concertos do Festival Internacional de Órgão de Braga (que decorre até 15 de maio) e na loja do Tesouro -Museu da Sé de Braga.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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