Fotografia: Arquivo DM

Jornada Mundial da Juventude deve ser uma oportunidade para a Pastoral dos Jovens

D. Nuno Almeida abriu encontro dos Comités Organizadores Diocesanos da JMJ

Joaquim Martins Fernandes
30 Abr 2022

O Bispo Auxiliar de Braga, D. Nuno Almeida, defendeu hoje que a realização da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) deve constituir uma oportunidade privilegiada para que as dioceses portuguesas consolidem uma Pastoral dos Jovens com bases sólidas em grupos devidamente estruturados à escala diocesana, arciprestal e paroquial.

Falando na abertura do encontro dos Comités Organizadores Diocesanos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), que decorre em Viseu, D. Nuno Almeida sublinhou que «há que continuar a organizar com empenho a JMJ, mas ao mesmo tempo há que fortalecer com perseverança a Pastoral dos Jovens». É que «sem estruturas pastorais diocesanas, vicariais ou arciprestais e paroquiais adequadas, a Pastoral dos Jovens não pode realizar os objetivos [a que se propõe]», destacou D. Nuno Almeida.

Numa comunicação proferida na qualidade de porta-voz da Comissão Episcopal do Laicado e Família, D. Nuno sublinhou a necessidade de se «recrutar e formar animadores» com a missão específica de «acompanhar os jovens», apontando a sugestão como «uma proposta simples para quem deseja começar, recomeçar ou perder a timidez para acompanhar os jovens».

Destacando a ideia de que «os grupos oferecem a oportunidade de reforçar competências sociais e relacionais» e que são «um recurso para partilhar a fé e para uma interajuda mediante o testemunho», o prelado sugeriu se deve «acompanhar de modo especial os jovens que se destacam como líderes naturais, para que se possam formar e qualificar como animadores de novos grupos».

Elegendo «a gramática do amor» para a atitude de aproximação da Igreja à juventude, D. Nuno Almeida deixou claro que o propósito deve ser «tentar despertar em cada jovem a sua identidade de discípulo-missionário feliz, fiel e fiável» e capaz de motivar cada jovem «a atrever-se a semear o primeiro anúncio nessa terra fértil que é o coração de outro jovem».

O porta-voz da Comissão Episcopal do Laicado e Família propôs também a construção de «novas vias» que conduzam a «uma Pastoral Popular Juvenil, mais ampla e flexível» e que estimule, «nos diversos lugares onde se movem os jovens reais, aquelas lideranças naturais e aqueles carismas que o Espírito Santo já semeou entre eles».





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