Fotografia: Rui Ochoa / Presidência da República

Desfile voltou à Avenida da Liberdade em Lisboa sem máscara e com apelos à paz

A “Grândola Vila Morena”, de Zeca Afonso, foi intercalada pelas palavras de ordem “paz sim, guerra não”, repetidas ao longo de todo o desfile.

Redação / Lusa
25 Abr 2022

Milhares de pessoas saíram hoje à rua em Lisboa para celebrar os 48 anos do 25 de Abril, pela primeira vez desde 2019 sem máscaras ou distanciamento, com o apelo à paz na Ucrânia a ser uma constante.

Dois anos depois do início da pandemia de covid-19, os portugueses voltaram a comemorar a Revolução dos Cravos na Avenida da Liberdade sem receios e limitações. Era preciso procurar durante bastante tempo e com atenção para encontrar alguém de máscara, um cenário que contrastava com o desfile sob restrições e com menos participação de há um ano, e com a avenida completamente vazia em 2020.

Com cravos nas mãos, ao peito, nas mochilas ou a adornar as bandeiras, milhares de pessoas regressaram às ruas para celebrar o 48.º aniversário do 25 de Abril, sem esquecer a evocação do passado, mas este ano com especial atenção à guerra na Ucrânia.

A “Grândola Vila Morena”, de Zeca Afonso, foi intercalada pelas palavras de ordem “paz sim, guerra não”, repetidas ao longo de todo o desfile.

Em 2020, ficou célebre uma fotografia da agência Lusa em que Carlos Alberto Ferreira percorreu a Avenida da Liberdade deserta com uma enorme bandeira de Portugal, enquanto o país estava fechado em casa por causa da pandemia.

Carlos Alberto Ferreira morreu há quase um ano, mas uma outra enorme bandeira voltou a sair à rua, desta vez pelas mãos de Alfredo Fernandes, que assegurou à Lusa que não veio “para tomar o lugar de ninguém”, apenas para fazer parte das comemorações.





Notícias relacionadas


Scroll Up