Fotografia: DM

Fernando Aldeia apresentou nova obra “Voar na neblina” no Dia Mundial do Livro

Sessão decorreu na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva

Carla Esteves
23 Abr 2022

O escritor Fernando Aldeia, pseudónimo de Fernando Augusto Ferreirinha Antunes, apresentou, hoje à tarde, na Biblioteca  Lúcio Craveiro da Silva (BLCS) a sua mais recente obra “Voar na neblina”. Revelada ao público no Dia Mundial do Livro, data escolhida pela sua simbologia, a sessão de ontem tornou ainda mais claro o poder da palavra lida e escrita.

Fernando Aldeia vincou que a obra surgiu de um período em que «sem culpa formada foi obrigado a permanecer num cárcere entre quatro paredes» até que, como subterfúgio, releu dezenas de livros dos seus autores favoritos. Como forma de agradecimento aos escritores que o ajudaram a suportar este período de provação surgiu esta obra completa que transmite força para um novo recomeço após a provação ditada pela pandemia.

A apresentação do livro esteve a cargo de Domingos Alves, que sintetizou  este “Voar na Neblina” como uma homenagem a escritores e poetas como Sebastião Alba, Sophia de Mello Breyner, Miguel Torga, entre outros.

«Procurei traçar uma perspetiva geral acerca deste autores e da importância que tiveram na sua obra, tendo sido uma espécie de “anjos da guarda” de Fernando Almeida, ajudando-o a buscar inspiração em pleno período de pandemia», afirmou.

Domingos Alves estabeleceu uma ligação intrínseca entre a poesia e a escrita de Fernando Almeida, vincando o encantamento e a inspiração de vida que para o autor a poesia representa, tendo servido de leninivo para suportar o confinamento.

«No seu livro sobressaem os temas da natureza, como os pássaros e o mar, não deixando de fazer referência à mãe, uma temática fortíssima na sua obra», sustentou, remetendo para a ilustração da capa, que transporta para o novo mundo que surge após a pandemia.

Antes, na sua introdução, a diretora da BLCS, Aida Alves, vincou que o período pandémico fez com que durante demasiado tempo estivéssemos na neblina, e sustentou que após este período este livro proporcionará «um deleite especial por voltar ao universo literário de Fernando Aldeia».

«Hoje é o Dia Mundial do Livro e das Bibliotecas e as sessões de apresentação de livros não são só livros, são as pessoas. E cada vez mais as bibliotecas são pessoas. Por isso vivam os livros, as pessoas e as bibliotecas», concluiu.

Na sessão houve leitura de textos, por Armindo Cerqueira, e fado, que o autor considera «outra forma de poesia».





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