Fotografia: DR

Famalicão lança plano destinado à plena integração dos migrantes

“Mais Integrar”, lançado hoje pelo Município, contém 20 medidas distribuídas por seis eixos de intervenção.

Jorge Oliveira
22 Abr 2022

O Município de Vila Nova de Famalicão apresentou hoje, em sessão pública no Centro de Estudos Camilianos, um plano municipal para a integração de migrantes, intitulado “Mais Integrar”.

Aumentar o conhecimento sobre a comunidade migrante no concelho, para garantir uma intervenção social «mais eficiente e eficaz na promoção, apoio e integração dos migrantes» é o principal propósito que levou à elaboração deste documento, aprovado já pelo executivo municipal. 

Atualmente, residem no concelho de Famalicão 2.350 imigrantes oriundos de várias zonas do planeta: países do Leste da Europa, da Ásia (Índia, China, Filipinas, Bangladesh), do Brasil, Venezuela, entre outros.

Ultimamente, chegaram a Famalicão várias dezenas de cidadãos fugidos da guerra na Ucrânia, maioritariamente mulheres e crianças. O Centro Local de Apoio à Integração Migrante (CLAIM) tem registados 125 refugiados daquele país, desde o último mês e meio.

Sofia Fernandes, vereadora da Interculturalidade e Integração, disse ao Diário do Minho que o acolhimento, numa primeira fase, «é essencial», mas é necessário assegurar também todas as outras fases para a plena integração e acompanhamento, seja de quem chega de fora de Portugal, seja dos imigrantes que já estão no concelho.

«A empregabilidade, a habitação, a língua portuguesa, a saúde, a educação são áreas em que temos que intervir de imediato com os nossos parceiros no terreno, para que as coisas funcionem», notou a vereadora famalicense, acrescentando que as preocupações são as mesmas, quer em relação à situação dos imigrantes, quer agora com a situação dos refugiados da Ucrânia.

Neste Plano, o Município de Famalicão conta com a colaboração de entidades como as Juntas de Freguesia, Escolas, tecido empresarial e Instituições  Públicas como o Instituto de Emprego e Formação Profissional, a Segurança Social, a Autoridade para as Condições de Trabalho. 

O “Mais Integrar” partiu de um trabalho de diagnóstico realizado ao fenómeno migratório local, compreendendo um conjunto de 20 medidas, distribuídas por seis eixos prioritários de intervenção: Acolhimento e Integração, Mercado de Trabalho, Língua, Educação e Formação, Saúde, Habitação e Cultura, Participação e Cidadania.





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