Fotografia: DR

Modelo de financiamento «estável e duradouro» é essencial para o setor da cultura

O debate, promovido pelo município de Braga, juntou representantes de 50 entidades do setor cultural.

Rita Cunha
19 Abr 2022

O setor da Cultura necessita de um modelo de financiamento «estável e duradouro», modelo esse que também é fundamental para garantir que as dinâmicas culturais sejam duradouras, prolongando-se no tempo, e funcionando como catalisadoras do desenvolvimento coletivo. A ideia foi defendida pelo presidente da Câmara Municipal de Braga, esta tarde, na sessão de abertura do debate sobre os “Financiamentos para a Cultura 2030”, que reuniu no Theatro Circo representantes de várias entidades da área.

Para Ricardo Rio, iniciativas como a de ontem traduzem uma «nova forma» de olhar a cultura, tendo como méritos o facto de colocar em contacto agentes culturais, bem como de estabelecer pontes entre os mesmos, dando a conhecer alguns deles, e divulgando as «necessidades específicas e anseios» sentidos no desenvolvimento da sua atividade. «Essa partilha inicial do conhecimento é importante para o estabelecimento de projetos conjuntos, de laços de colaboração, e para identificar soluções porque o setor cultural é um dos mais fechados sobre si próprio, onde há ainda um olhar desconfiado de uns agentes para outros, de umas instituições para outras, em vez de percebermos que é pelo valor da colaboração e do diálogo que podemos chegar mais além», vincou.

Segundo o edil, concretamente no caso da cultura, tudo isto «converge muito com a questão do financiamento» e com o mote da candidatura de Braga a Capital Europeia da Cultura, que é o «olharmos para a cultura como o verdadeiro elo de ligação entre todas as dimensões de desenvolvimento da nossa sociedade e do território».





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