Fotografia: DM

Cónega assegura continuidade da tradição e recebe com alegria regresso do compasso

Apesar da desertificação progressiva que nos últimos anos se viveu na Rua da Boavista, a tradição pascal na Cónega não irá morrer

Carla Esteves
18 Abr 2022

Foi com grande alegria que a comunidade da Cónega acolheu, hoje, o regresso do Compasso Pascal após dois anos de interregno devido às restrições pandémicas. Por toda a Rua da Boavista, as varandas voltaram a exibir as colchas que se encontravam guardadas e à entrada das portas, os passeios cobertos de flores demonstravam a vontade de voltar a receber no seio familiar o símbolo do Senhor Ressuscitado.

Cumprindo a tradição, o cortejo de cruzes, ao som da Banda Musical de Calvos saiu da Sé Catedral  em direção ao Patronato da Senhora da Torre, onde muitos dos moradores da Cónega já se concentravam. 

Organizada por uma  comissão de festas cujos membros asseguram a continuidade da tradição há já alguns anos, a visita pascal na Cónega voltou, este ano, a provar que é vivida intensamente pela comunidade. Por isso, foi com orgulho que os membros da Família Peixoto voltaram, este ano a ser mordomos da festa, sob a presidência do cónego Manuel Joaquim da Costa, pároco da Sé, São João do Souto e Cividade.

Os mordomos assumem também a responsabilidade pela festa do Senhor das ânsias e pela ornamentação da rua.

Foina primeira grande paragem do cortejo, em frente ao patronato de Nossa Senhora da Torre, que o cónego Manuel Joaquim se dirigiu aos presentes, com «votos de Santa, verdadeira e feliz Páscoa», encarnando o verdadeiro espírito  pascal.

Lembrando que «mais importante do que muitas palavras é esta Palavra de alegria, a Palavra de Jesus Cristo» o cónego Manuel Joaquim Costa recordou que se «no tempo de Jesus Cristo não conseguiram perceber a Ressurreição, hoje também continuamos a ter dificuldade em perceber que Jesus caminha connosco».

«Jesus ressuscitou e é importante mantermos este sentido de comunidade e continuar a perpetuar os gestos de amor», afirmou o pároco, voltando a assistir na importância de transmitir a Páscoa aos outros, transmitindo-a como tradição bem viva. 

O pároco saudou ainda a comissão de festas da Cónega e os mordomos e pediu que «o Senhor Ressuscitado continue a ser  a força, a sabedoria e a luz de todos nós».

O alegre cortejo, adornado por flores e abrilhantado por um sol magnífico, seguiu depois pela típica artéria do centro histórico da cidade, para voltar a viver, sempre em comunidade, um ritual secular, bem demonstartivo que, apesar da desertificação progressiva que nos últimos anos se viveu da Rua da Boavista, a tradição pascal na Cónega não irá morrer.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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