Fotografia: Vatican Media Handout/EPA

Papa apela à paz na mensagem de Páscoa

Francisco lembra Ucrânia e mais de uma dezena de conflitos no mundo.

Redação/Lusa
17 Abr 2022

O Papa Francisco apelou hoje à paz na Ucrânia, que considera ter sido arrastada para uma «guerra cruel e sem sentido», e pediu aos líderes das nações que «ouçam o grito de paz do povo».

O apelo foi deixado durante a tradicional mensagem pascal, lida da varanda central da Basílica de São Pedro, antes da bênção Urbi et Orbi.

Após ter celebrado a missa do domingo de Páscoa na Praça de São Pedro, perante 50 mil pessoas, Francisco referiu-se à «incredulidade» que se sente com esta «Páscoa de guerra».

«Que haja paz na Ucrânia martirizada, tão duramente testada pela violência e destruição da guerra cruel e sem sentido para a qual foi arrastada. Que em breve amanheça uma nova esperança nesta terrível noite de sofrimento e morte», afirmou o Papa, citado pela agência noticiosa EFE.

Da varanda de onde se apresentou ao mundo como Papa em 13 de março de 2013, Jorge Bergoglio pediu: «que a paz seja escolhida. Que não haja mais demonstrações de força enquanto as pessoas sofrem».

Francisco agradeceu à Europa por acolher migrantes, mas insistiu que o conflito na Europa deve tornar as pessoas mais atentas «a outras situações de tensão, sofrimento e dor que afetam demasiadas regiões do mundo» e que não podem ser esquecidas.

O Papa voltou a apelar à paz «no Médio Oriente, dilacerado durante anos por divisões e conflitos», e fez votos para que «israelitas, palestinianos e todos os habitantes da Cidade Santa, juntamente com os peregrinos, possam experimentar a beleza da paz, viver em fraternidade e ter livre acesso aos lugares santos, com respeito mútuo pelos direitos de cada um».

As suas orações foram dirigidas para a «paz e reconciliação entre os povos do Líbano, Síria e Iraque», para que a Líbia encontre «estabilidade após anos de tensão» e para que a trégua assinada no Iémen nos últimos dias «possa devolver a esperança ao povo».

Francisco rezou também pelo «dom da reconciliação» para Myanmar e por «um acalmar de tensões sociais perigosas» no Afeganistão.

O pontífice apelou ao «fim da exploração de todo o continente africano» e pelas mortes «causadas pelos ataques terroristas, especialmente na zona do Sahel», e referiu a crise humanitária na Etiópia e a violência na República Democrática do Congo, para onde deverá viajar no início de julho.

A América Latina que, «nestes tempos difíceis de pandemia, viu as suas condições sociais agravarem-se em alguns casos, agravadas também por casos de criminalidade, violência, corrupção e tráfico de droga», também foi lembrada.





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