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Lotes de chocolates Kinder contaminados não vieram para Portugal

Portugal, através da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), tem estado a acompanhar atentamente este assunto

5 Abr 2022

A Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) diz que está a acompanhar o caso dos chocolates Kinder retirados do mercado em França e que a informção recolhida indica que os lotes contaminados não vieram para Portugal.

“Tanto quanto a rastreabilidade dos operadores neste momento nos permite afirmar, os lotes de produto contaminados não vieram para Portugal”, refere a resposta da diretora-geral de Alimentação e Veterinária, Susana Guedes Pombo, enviada à Lusa.

A responsável acrescentou que Portugal, através da DGAV enquanto ponto de contacto nacional da Rede de Alerta Rápido de Alimentos e Alimentos para Animais (RASFF), “tem estado a acompanhar atentamente este assunto, com envolvimento de todas as autoridades nacionais e europeias, incluindo a Direção-Geral de Saúde”.

Vários produtos de chocolate da marca Kinder fabricados na Bélgica foram retirados do mercado francês por suspeitas de que possam ter sido o motivo de 21 casos de salmonela identificados no país, oito dos quais exigiram internamento.

A Direção-Geral da Saúde de França explicou hoje em comunicado que as suas investigações revelaram que os 15 doentes que foram interrogados até agora relataram ter consumido nos dias anteriores à manifestação dos sintomas de intoxicação aqueles produtos da marca Ferrero.

Os produtos em causa são o Kinder Surprise em formato de 20 gramas, o Kinder Schoko-Bons com prazo de validade entre o final de abril e o final de agosto, o Kinder Happy Moment e o Kinder Mix com prazo de validade até final de agosto, em diferentes formatos.

Todos estes chocolates foram feitos na mesma fábrica da Ferrero, na cidade belga de Arlon.

Os casos de salmonela localizados em França e potencialmente ligados ao consumo deste chocolate – reportados em crianças com uma idade média de quatro anos – têm a mesma estirpe responsável por surtos no Reino Unido e na Irlanda, também associados a determinados produtos Kinder, salientou a autoridade de saúde francesa.





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