Fotografia: Getty Images

Kiev avisa que ocupação de Chernobil pode provocar catástrofe internacional

Segundo a ministra, as tropas russas “ignoraram as ameaças e continuaram a transportar e a armazenar uma quantidade significativa de munições na zona da central nuclear”.

Redação/Lusa
28 Mar 2022

O governo ucraniano alertou hoje que a ocupação das instalações da central nuclear de Chernobil pelas tropas russas pode originar uma catástrofe com repercussões internacionais.

“Os ocupantes continuam a militarizar a zona de exclusão de Chernobil. Isto representa um risco muito sério e que pode provocar danos nas estruturas de isolamento construídas sobre a quarta unidade da estação depois da explosão em 1986”, disse a ministra para a Reintegração dos Territórios Ocupados Temporariamente, Iryna Vereschuk.

Para a ministra ucraniana “os estragos podem inevitavelmente fazer com que a atmosfera venha a ser contaminada com uma quantidade de pó radioativo em quantidade significativa que pode afetar não apenas a Ucrânia mas também outros países europeus”.

O alerta da ministra está a ser difundido através da rede social Telegram.

, acrescentou a ministra.

Segundo Vereschuk, os militares russos estão a transportar “diariamente” dezenas de toneladas de munições de artilharia através da cidade Pripyat e que depois são guardadas na zona da central nuclear de Chernobil.

A ministra refere que as “forças de ocupação estão a utilizar munições antigas e sem qualidade, o que aumenta o risco de detonação” sobretudo durante o transporte e a descarga.

A mesma nota refere que na Zona de Exclusão da Central Nuclear de Chernobil têm deflagrado “graves incêndios” que podem vir a ter consequências muito graves em relação ao aumento dos níveis de radiação.

Por outro lado, a ministra confirmou que na última semana “verificou-se a rotação completa dos funcionários de Chernobil, que passaram mais de 600 horas nos postos de trabalho, cumprindo ‘com valentia’ as funções sob a pressão dos ocupantes”.

Para a Ucrânia, os trabalhadores que se mantêm em funções na central nuclear são considerados “reféns dos ocupantes”.

Vereschuk exigiu que “o Conselho de Segurança das Nações Unidos tome medidas imediatas para desmilitarizar a Zona de Exclusão de Chernobil estabelecendo uma missão especial para eliminar os riscos de repetição de um novo acidente” como o que ocorreu nos primeiros dias da invasão da Rússia.





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