Fotografia: DM

D. José Cordeiro quer que a “verdade” seja referência na academia e na sociedade

O Arcebispo de Braga proferiu o discurso de encerramento da cerimónia de entrega de diplomas e de prémios de melhores alunos da Universidade Católica Portuguesa em Braga

Carla Esteves
26 Mar 2022

O Arcebispo de Braga desejou, hoje,  que a Universidade Católica Portuguesa (UCP) «viva, cresça e floresça» e que a excelência da “veritati” ou “verdade”, a palavra de referência da UCP, possa ser não apenas uma referência académica, mas sirva de mote na construção mais alargada da sociedade. D. José Cordeiro encerrou assim a tradicional cerimónia de entrega de diplomas e de prémios de melhores alunos que decorreu na Aula Magna da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da UCP Braga .

No início da sua intervenção, D. José Cordeiro defendeu que a UCP, que nasceu em Braga «tem que continuar a ser  a Casa dos três ii”, como gosta de dizer o Papa Francisco: a inquietude, a incompletude e a imaginação.

«A inquietude porque é um busca permanente, a incompletude porque é para espíritos abertos e a imaginação porque educa para um futuro sustentável, como foi referido ao longo desta sessão académica», afirmou.

Reforçando  que «educar é como semear, mas o fruto não está garantido, não é imediato, cresce connosco», D. José Cordeiro afirmou ter sentido na Católica, em Braga «mais renovado o apelo a uma conversão pessoal, pastoral, missionária, ecológica a que o Papa Francisco nos interpela»

«Todavia, se não se semeia, certamente não se pode colher. Umas vezes requer paciência e amável condescendência, outras vezes firmeza e determinação», disse o Prelado, alertando que «não se trata de coisas nem de dinheiro, mas sim de pessoas».

Dirigindo-se aos finalistas e aos seus familiares, aos professores, às autoridades académicas, civis, militares e eclesiásticas presentes na cerimónia, e apontando em particular o reitor da Universidade do Minho, Rui Vieira de Castro, bem como «todos aqueles que fazem desta universidade uma casa de encontro» D. José Cordeiro afirmou que «esta feliz cooperação, faz-nos sonhar que é sempre possível fazer crescer a cultura do encontro».

«Por isso auguro vivamente à UCP que continue e ser um lugar de encontro e de diálogo entre estudantes, docentes, pessoal técnico e administrativo, todas as autoridades e instituições e simultaneamente partilhe o ambiente rico de recursos interdisciplinares de que dispõe para toda a sociedade em ordem à promoção a educação integral», afirmou.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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