Fotografia: Miguel Viegas

Comissão dos Vinhos Verdes reforça seguro de colheitas para abranger incêndios

Seguro cobre a atividade de cerca de 15 mil viticultores.

Redação/Lusa
18 Mar 2022

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) reforçou o seguro coletivo de colheitas, passando agora a abranger o risco de incêndio nas vinhas e garantindo indemnizações.

“A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) acaba de reforçar o seguro colectivo de colheitas, que passa agora a cobrir o risco de incêndio na vinha, assegurando uma indemnização ao viticultor pela perda da produção do ano e dos dois anos seguintes”, pode ler-se num comunicado de imprensa enviado pela CVRVV.

De acordo com a entidade liderada por Manuel Pinheiro, além dessa garantia, “a replantação das videiras, o arame e os postes de sustentação são igualmente contabilizados no apoio previsto”.

O seguro, que cobre a atividade de cerca de 15 mil viticultores, já garantia “30 cêntimos por cada quilo de uva perdido em caso de queda de raio, escaldão, geada, granizo, queda de neve, tornado e tromba de água”.

“A apólice tem contemplado um alargamento de coberturas a cada ano, com a inclusão da insolação e do desavinho nos dois últimos anos, passando agora a incluir também o risco de incêndio”, salienta a CVRVV.

A entidade refere adicionalmente que “financia a apólice base a todos os viticultores da região, garantindo uma indemnização de 30 cêntimos por kg [quilograma] de uva, permitindo ainda que cada produtor possa valorizar as suas uvas subscrevendo adicionais até 08 de abril, que podem garantir até um euro por kg”.

O seguro de colheitas foi inicialmente contratado em 1997, e de acordo com a CVRVV, é “o maior seguro agrícola do país”.

Para o presidente da CVRVV, Manuel Pinheiro, “o facto de 2022 estar a ser fortemente marcado pela seca em Portugal” levou a comissão a antecipar “que o risco de incêndio possa ser maior”.

“A cada ano, verificamos que as alterações climáticas levantam novas preocupações aos agricultores, que tentamos acompanhar com uma cobertura cada vez mais ampla e que garanta que a ausência de produção pode ser compensada com indemnizações que viabilizam a actividade do viticultor”, refere o responsável, citado no comunicado.

Com a maior abrangência do seguro, que passa agora a incluir os incêndios, “a região fica, assim, mais preparada para enfrentar esses riscos”, considera.





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