Fotografia: Avelino Lima

Funcionários dos Tribunais Administrativos e Fiscais enviam bens para o povo ucraniano

Os bens angariados pelos funcionários do Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga foram simbolicamente entregues, hoje de manhã, pela juíza presidente Bárbara Tavares Teles

Carla Esteves
16 Mar 2022

Os funcionários dos Tribunais Administrativos e Fiscais da  Zona Norte demonstraram que a tragédia do povo ucraniano não lhes é indiferente, tendo, ontem, procedido à entrega de diversos bens  ao Centro Social e Paroquial de São Lázaro, que serão agora enviados para a Ucrânia para ajudar a salvar vidas.

 Foi a própria juíza presidente de todos os Tribunais Administrativos e Fiscais da Zona Norte, Bárbara Tavares Teles, quem, na manhã de hoje, procedeu à entrega simbólica do material angariado ao pároco Cónego Roberto Rosmaninho.

Bárbara Tavares Teles revelou ao Diário do Minho que os Tribunais Administrativos e Fiscais de Braga, Mirandela, Penafiel e Porto, juntamente os juízes, funcionários e magistrados do Ministério Público fizeram chegar uma ideia de recolha de bens para enviar para a Ucrânia ou para distribuir pelos refugiados que chegam, entretanto a Portugal».

«Durante a semana que passou as pessoas foram contribuindo da maneira que puderam e quiseram  e estamos agora a entregar os bens aqui em Braga à Paróquia de São José de São Lázaro para serem enviados», explicou, acrescentando que «é uma gota minúscula num Oceano enorme, mas foi uma primeira iniciativa, e se calhar poderemos chegar a outras, sendo certo que o Tribunal, como é uma entidade pública, não tem orçamento próprio para outro tipo de ajudas e temos que ser nós, as pessoas que trabalham diariamente no Tribunal, a ajudar do nosso próprio orçamento, mas temos todo o gosto em o fazer», afirmou.

O cónego Roberto Rosmaninho deixou uma palavra de gratidão, em particular ao Tribunal Administrativo de Braga, aludindo à realidade existente na Ucrânia,  afirmando que «todos temos a sensibilidade de perceber que o que está a acontecer na Ucrânia é uma humanidade caída».

«Remetendo ao tempo da Quaresma e da Via Sacra, em que Jesus caiu e tombou, estas são as nossas quedas. Deveremos ser uma humanidade levantada na paz e na harmonia, na construção do bem uns com os outros, que é isso que, como seres humanos, deveremos ser capazes de construir», afirmou.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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