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Presidente de Kiev convida o Papa a visitar a capital ucraniana para “abrir o caminho para a paz”

Caso a viagem não seja possível, o presidente, Vitali Klitschko, convida Francisco para uma videoconferência.

DACS COM VIDA NUEVA DIGITAL E ANSA
15 Mar 2022

O Presidente de Kiev, Vitali Klitschko, convidou o Papa Francisco a visitar a capital ucraniana para mostrar à sua população e ao resto do mundo a sua solidariedade diante da invasão do país pela Rússia desde 24 de Fevereiro passado.

Depois de pedir aos “líderes espirituais do mundo” que viajassem para Kiev há algumas semanas num vídeo gravado com o seu irmão e publicado nas redes sociais, Klitschko deu um passo adiante ao formalizar o convite por escrito.

A missiva foi confirmada por Matteo Bruni, director da Sala de Imprensa da Santa Sé, aos jornalistas.

“O Santo Padre recebeu a carta do Presidente da capital ucraniana e está próximo do sofrimento da cidade, do seu povo, daqueles que tiveram que fugir dela e daqueles que são chamados a governá-la”, observou.

Na carta, o ex-lutador de boxe, que ao lado do seu irmão Wladimir foi uma das estrelas da divisão dos pesos pesados ​​nos anos 2000, sustenta que a presença na capital ucraniana de líderes religiosos mundiais seria crucial “para salvar vidas e abrir caminhos para a paz na cidade, país e mais além”.

É por isso que a Câmara Municipal de Kiev está ao serviço do Vaticano para ajudar no que for necessário para tornar realidade a visita do Papa à cidade, onde os primeiros-ministros da Polónia, República Checa e Eslovénia irão chegar esta terça-feira como representantes do Conselho da Europa para demonstrar o “apoio inequívoco” da UE à Ucrânia.

Conversa com Zelensky

Klitschko é, de qualquer forma, realista na sua carta, datada de 8 de Março, embora não tenha vindo à luz do dia até hoje.

Caso a deslocação do Pontífice “não seja possível”, convida-o a realizar uma videoconferência que poderá ser gravada ou transmitida ao vivo e na qual o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, poderá participar.

“Pedimos-lhe, como líder espiritual, para mostrar a sua compaixão e apoio ao povo da Ucrânia, juntando-se a este apelo pela paz”, diz o Presidente de Kiev.

Antes do início da guerra, Sviatoslav Shevchuk, Arcebispo Maior da Igreja Greco-Católica Ucraniana, já tinha convidado o Papa a visitar este país do Leste Europeu.

Numa reunião com os média internacionais realizada no início de Fevereiro, Shevchuk expressou a sua esperança de que uma possível viagem do Pontífice ajudasse a reduzir as tensões com a Rússia.

“Esperamo-lo. Convidamo-lo várias vezes”, assegurou então, sublinhando que Francisco é “a maior autoridade moral do mundo” para os ucranianos.

“As pessoas dizem que se o Papa vier à Ucrânia, a guerra irá terminar. A sua visita seria um gesto como mensageiro da paz”, concluiu.

[Notícia na edição impressa do Diário do Minho]





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