Fotografia: Amel Pain/EPA

Anatoliy Hetsyanyn: «A Rússia está a matar crianças intencionalmente para destruir o futuro da Ucrânia»

Responsável pela Pastoral Juvenil Salesiana na Ucrânia denunciou a situação ao Vida Nueva Digital.

Redação
15 Mar 2022

«Ouçam as vozes das crianças que morrem em bombardeamentos!». Assim o disse Anatoliy Hetsyanyn, responsável pela Pastoral Juvenil Salesiana na Ucrânia, em conversa com o Vida Nueva.

«Ninguém pode esconder ou calar que as tropas russas invadiram a Ucrânia e que durante quinze dias de guerra não só foram cruéis com os civis, mas também mataram crianças intencionalmente. Bombardeiam maternidades, creches e escolas com mísseis. Isso nada mais é do que uma demonstração da vontade de destruir a nação ucraniana, de destruir o seu futuro», afirmou o religioso ucraniano ao portal de notícias espanhol.

Anatoliy Hetsyanyn afirma que desde o início da invasão russa, cerca de 80 crianças foram mortas e muitas ficaram feridas. 

«Milhares de crianças são obrigadas a fugir dos bombardeamentos e escondem-se em caves abandonadas e em ruínas, permanecendo dias e dias ao frio, sem luz e sem comida, ou água. Milhares de pessoas, incluindo crianças e adolescentes, sofreram traumas psicológicos pelo medo da morte e pela luta pela vida», observou.

O responsável pela Pastoral Juvenil apelou ainda à “família Salesiana” no mundo inteiro para não ficar calada perante a agressão e violação de vidas inocentes.

«Devemos gritar, falar com todo o mundo civilizado sobre estes eventos bárbaros e horríveis. Ouçam as vozes das crianças que morrem nos bombardeamentos! Nós, todos aqueles que são enviados, iremos protegê-los. Não devemos ter medo de dizer a verdade. O mundo e os líderes mundiais devem conhecer estes horrores», apelou.

Anatoliy Hetsyanyn afirmou ainda que é necessária uma união que proteja as crianças, «não apenas em oração, mas em ações concretas». 

«Obrigado a todos pelo apoio e ajuda. Juntos somos fortes! Pedimos uma oração mais intensa pelas crianças e pelos milhares de pessoas que perderam tudo. Que Deus permaneça connosco nestes momentos trágicos. Só com Ele nos sentimos seguros!», concluiu.

[Notícia na edição impressa do Diário do Minho]





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