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Ciclos de exposições e de debates para assinalar 10 anos de Centro José de Guimarães

De 5 de março a 24 de junho, o espaço acolherá um ciclo de debates/conversas “Para um novo enredo de vozes”, com a participação de pesquisadores, artistas, ativistas, curadores/as e teóricos/as.

Redação/Lusa
3 Mar 2022

Um ciclo de debates com artistas do mundo lusófono e exposições são algumas das iniciativas programadas para assinalar os 10 anos do Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG), em Guimarães.

O programa que assinala os 10 anos do CIAJG, inaugurado em 24 de junho de 2012, ano em que a cidade de Guimarães se assumiu como Capital Europeia da Cultura, foi apresentado hoje, em conferência de imprensa, na qual marcaram presença a curadora-geral do CIAJG, Marta Mestre, o diretor executivo da cooperativa cultural A Oficina, Ricardo Freitas, e o vereador da cultura do município de Guimarães, Paulo Lopes Silva.

A principal infraestrutura que resultou da Capital Europeia da Cultura vai receber, entre 05 de março e 24 de junho, um ciclo de debates/conversas “Para um novo enredo de vozes”, com a participação de pesquisadores, artistas, ativistas, curadores/as e teóricos/as.

Mário Lúcio, Manuela Ribeiro Sanches, Raphael Fonseca, Gabriela Mureb, Yonamine, José de Guimarães, Mariana Pinto dos Santos, Carlos Bernardo, Nuno Grande e Eduardo Brito são os convidados para este ciclo de conversas, que arranca em 05 de março com a participação de Mário Lúcio e de Manuela Ribeiro Sanches.

O ciclo de exposições “Voz multiplicada”, que se vai realizar entre 07 de maio e 18 de setembro, reúne um conjunto de artistas, dos quais se destacam Pedro Barateiro, José de Guimarães, Max Fernandes, Gabriela Mureb, Afra Eisma, Janaina Wagner, Luís Lázaro Matos e Yonamine, entre outros, além da exposição de artes africanas, pré-colombianas e antigas chinesas.

A espanhola Maria Iñigo Clavo, investigadora, curadora e artista, foi a convidada para assinar o texto de reflexão para o 10.º aniversário do CIAJG, no qual a autora “questiona a ideia de um tempo sem tempo, fora da história civilizada, e dá pistas, a partir da arte contemporânea, sobre outras formas” de as pessoas se relacionarem entre si.

Para a curadora-geral do CIAJG, Marta Mestre, a comemoração dos 10 anos do CIAJG é uma “excelente oportunidade de reflexão e de pensamento”, acrescentando que o programa hoje apresentado procura “dar a ideia de alteridade, de diversidade e de reescrita do passado”.

“Onde estamos agora? Dez anos depois? Que museu para que futuro? Como permanecer e renovar quem somos e o para que somos? Que ruínas abandonar para aproximar o que é distante ou nos separa?”, refere o primeiro parágrafo de um manifesto assinado pela curadora, que fez questão de ler durante a apresentação do programa cultural.

Quanto aos desafios futuros, Marta Mestre sublinha que o CIAJG tem de transpor para outros domínios o reconhecimento nacional que já tem no meio cultural português.

Questionado pelos jornalistas sobre os apoios financeiros da tutela, o diretor executivo da cooperativa cultural A Oficina, Ricardo Freitas, disse que o CIAJG tem cumprido a sua missão e que há o reconhecimento do trabalho desenvolvido, ao invés da tutela, no que aos apoios financeiros diz respeito.

Ricardo Freitas espera que “o Estado central passe das palavras aos atos”, pois só com estes apoios financeiros é que o Centro Internacional das Artes José de Guimarães poderá fazer mais e melhor trabalho, nomeadamente, na contratação de mais profissionais.





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