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Águas do Alto Minho vai para o terreno fiscalizar rede de abastecimento

Abertos dois concursos públicos, no valor global de 273 mil euros.

Redação/Lusa
24 Fev 2022

A Águas do Alto Minho (AdAM) abriu hoje dois concursos públicos, no valor global de 273 mil euros, para a contratação de serviços de fiscalização e ação comercial da rede de abastecimento de água em baixa em sete municípios.

De acordo com os avisos hoje publicados em Diário da República (DR), um dos procedimentos, no valor base de 151.200 euros, visa a contratação de serviços de fiscalização e levantamento de informação em locais de consumo da AdAM.

Entre outros objetivos, com a contratação destes serviços a empresa pretende realizar a “inspeção de ramais domiciliários por videoscopia, sendo a entidade adjudicante a indicar as suspeitas de casos de consumos fraudulentos por parte dos seus clientes e solicitar a realização do serviço”.

“Esta técnica permitirá a visualização direta da situação do ramal, através do monitor do equipamento, por introdução de uma pequena câmara móvel que percorre o troço até identificar e confirmar o problema”, refere o aviso.

Outro dos objetivos da AdAM passa pela “verificação de ligação à rede, confirmação da existência de ramal de ligação, de ligação à rede, verificações de condições de ligação (gravítica ou bombagem), aferindo a diferença de cotas entre o local de consumo e o ramal de ligação”.

A AdAM pretende também “perceber se existe fonte alternativa e se as redes se encontram separadas”, bem como “informar das obrigações legais de ligação e procedimentos próprios da AdAM”.

A “deteção e reporte de anomalias (roturas, perdas de água, identificação de ligações clandestinas e indevidas, contadores violados ou alterados, atos ilícitos e outros)”, e a “realização de ações de fiscalização nos locais de consumo para reforço da fiabilidade e rigor das atividades de faturação, como a verificação de consumos zero”, são outras dos serviços previstos.

A fiscalização será realizada nos sete concelhos do distrito de Viana do Castelo que aderiam à AdAM e o prazo de execução do contrato (sem incluir renovações) é de 24 meses.

O segundo procedimento lançado pela AdAM visa a “aquisição de serviços de ação comercial em locais de consumo dos sistemas de abastecimento de água e saneamento, nomeadamente a realização de visitas que permitam o esclarecimento da população para a ligação às redes existentes, bem como assegurar os pedidos de contratualização dos serviços”.

Com um valor base de 122.400 euros, o prazo de execução do contrato é de dois anos.

A AdAM é detida em 51% pela Águas de Portugal (AdP) e em 49% pelos municípios de Arcos de Valdevez (PSD), Caminha (PS), Paredes de Coura (PS), Ponte de Lima (CDS-PP), Valença (PS), Viana do Castelo (PS) e Vila Nova de Cerveira (PS), que compõem a Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho.

Três concelhos do distrito – Ponte da Barca (PSD), Monção (PSD) e Melgaço (PS) – reprovaram a constituição daquela parceria.

A AdAM, que gere as redes de abastecimento de água em baixa e de saneamento, começou a operar em janeiro de 2020, “dimensionada para fornecer mais de nove milhões de metros cúbicos de água potável, por ano, e para recolher e tratar mais de seis milhões de metros cúbicos de água residual, por ano, a cerca de 70 mil clientes”.





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