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Primeiro ciclo expositivo de 2022 do Museu da Bienal de Cerveira começa sábado

No total, serão apresentados cerca de uma centena de trabalhos que contemplam os meios mais tradicionais como a pintura ou a gravura.

Redação/Lusa
31 Jan 2022

Acácio de Carvalho, Bruno Silva e Sebastião Castelo Lopes são os artistas que abrem, no sábado, o primeiro ciclo expositivo de 2022 do Museu Bienal de Cerveira, Vila Nova de Cerveira.

Em comunicado enviado às redações, a Fundação Bienal de Arte de Cerveira (FBAC) adiantou tratar-se da “primeira exposição individual de Acácio de Carvalho no Museu Bienal de Cerveira”, no decurso de uma “carreira artística que conta já com 50 anos”.

“No total, serão apresentados cerca de uma centena de trabalhos que contemplam os meios mais tradicionais como a pintura ou a gravura, tocando os recursos ao têxtil e novos formatos e media como a instalação, o vídeo ou a impressão digital”, destaca a organização da Bienal Internacional de Arte de Vila Nova de Cerveira, que este ano decorre entre 16 de julho a 31 de dezembro, com o tema “We must take action!/Devemos agir!”.

“Acácio de Carvalho foi Prémio Aquisição Millennium BCP na XI BIAC [em 2001], tendo vindo a colaborar desde então com a FBAC na criação de projetos artísticos de grande escala e em espaço público”, lembrou a fundação.

A FBAC apontou como exemplos dessa colaboração, em 2018, a obra “Assalto ao Castelo” e, em 2021, a instalação “Ilhas de Plástico”, desenvolvida no âmbito do projeto “LOW PLAST– a arte de reduzir o plástico”, promovido pelo Aquamuseu do Rio Minho, em Vila Nova de Cerveira, no distrito de Viana do Castelo.

Segundo a curadora da exposição, Helena Mendes Pereira, citada naquela nota, a mostra “Trompe-L’Oeil – Uma Ilusão Teatral” “recupera o título do projeto de doutoramento de Acácio de Carvalho, apresentando uma síntese (possível) da extensa produção de um autor que atravessa os limites do tempo com a sua inevitável (in)sustentabilidade”.

No exterior do Museu Bienal de Cerveira, “duas instalações irão alertar o público para questões atuais como a sustentabilidade e o meio ambiente”, temas que marcarão a XXII Bienal Internacional de Arte de Cerveira. A mostra estará patente até 19 de março.

Já na Galeria do Museu Bienal de Cerveira, para dar a conhecer criadores emergentes, o Concurso Novos Artistas apresenta, até 02 de abril, os trabalhos de Bruno Silva e Sebastião Castelo Lopes.

A pequena localidade de Pego Negro da freguesia de Campanhã, no Porto, dá nome à exposição de Bruno Silva, de 38 anos.

Natural de Rio Tinto, no concelho de Gondomar, “o artista procura através da fotografia proporcionar um encontro com as fragilidades deste território rural e envelhecido”.

“Pego Negro pretende ser um ponto de partida e não é apenas sobre si. É também sobre a memória do local, sobre a sua erosão através do tempo e sobre a minha própria experiência, sobre a fotografia como meio e como as diferentes práticas podem afetar a nossa perceção visual”, explica o artista citado na mesma nota.

Já Sebastião Castelo Lopes, de 28 anos, natural de Lisboa, “propõe uma conversa sobre a arte e o desenho através da exposição ‘site specific’ ‘No céu todos, todos serão cegos’”.

Segundo o artista, “o intuito é que a mostra levante questões como: ‘O que é isto que eu vejo? Porque está isto montado desta forma? O que é pedido ao espectador neste espaço? Qual é o papel do espectador na obra de arte?’”.

O ciclo expositivo resulta da candidatura “Fundação Bienal de Arte de Cerveira: a Arte Contemporânea integrada na sociedade e no mundo” (2020 – 2021 – Apoio Sustentado – Artes Visuais), que conta com o apoio da República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes.

A inauguração das exposições está marcada para sábado, às 16:00, no Museu Bienal de Cerveira.





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