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CDU diz que «Governo deve assumir plenamente a suas responsabilidades no Ensino Superior»

«O Governo deve assumir de forma plena e cabal o financiamento das instituições. O financiamento que a UMinho conta do Estado é manifestamente curto. Este apenas cobre cerca de 60% das despesas com salários. O remanescente de salários, despesas de funcionamento, etc, tem que ser coberto com receitas próprias. É negativo que assim seja», disse ainda Torcato Ribeiro.

Redação / NC
18 Jan 2022

A CDU esteve hoje reunida com o Reitor da Universidade do Minho (UMinho) e a direção Associação Académica da Universidade do Minho (AAUM).

Numa delegação composta pelos candidatos Torcato Ribeiro e Bárbara Barros, pelo mandatário regional Agostinho Lopes, por Belmiro Magalhães, da Comissão Política do Comité Central do PCP, e por João Luís Silva, da Comissão Política da Direcção Nacional JCP, a CDU abordou os problemas de sub-financiamento da UMinho decorrente «das opções de sucessivos governos PS, PSD e CDS-PP em não dotar as instituições públicas de ensino superior das verbas necessárias», afirmaram.

Aliás, outra temática discutida foi a construção de novas residências em Braga e Guimarães, «no sentido de corresponder à necessidade gritante de alojamento para estudantes».

«Sobre esta matéria, cabe realçar que só depois da pressão dos responsáveis universitários é que o Governo do PS acedeu a não considerar o financiamento previsto no âmbito do PRR como um empréstimo, a ser pago pelas instituições nas próximas décadas. A UMinho tem actualmente uma oferta total de cerca de 1300 camas, entre Braga e Guimarães. A taxa de ocupação anual ronda os 100%. Com cerca de 5 mil estudantes bolseiros deslocados é urgente reforçar a resposta e melhorar a oferta. O governo fala em mais 15 mil camas no país, mas no concreto tarda em disponibilizar os meios e os recursos financeiros para concretizar esse objectivo, empurrando a solução deste problema para os próximos anos, dificultando assim o acesso dos jovens ao ensino superior», aludiram os comunistas.

«O Governo deve assumir de forma plena e cabal o financiamento das instituições. O financiamento que a UMinho conta do Estado é manifestamente curto. Este apenas cobre cerca de 60% das despesas com salários. O remanescente de salários, despesas de funcionamento, etc, tem que ser coberto com receitas próprias. É negativo que assim seja», disse ainda Torcato Ribeiro.

No encontro com a AAUM, os representantes dos estudantes partilharam com a CDU preocupações sobre a falta de alojamentos, sugestões de medidas de reforço dos apoios aos estudantes, em matéria de transportes e meios para o estudo, e preocupações sobre a situação de sub-financiamento da UMinho.

Agostinho Lopes destacou que «com mais de 20 mil estudantes, a UM conta com cerca de 5500 alunos bolseiros, milhares de estudantes deslocados, pelo que o reforço da Acção Social Escolar é uma necessidade particularmente premente. A concretização de investimento no reforço dos transportes públicos, desde logo as ligações ferroviárias no quadrilátero Braga-Guimarães-Famalicão-Barcelos, e de soluções de tarifários tendentes à progressiva gratuitidade, são causas que a CDU assume como muito importantes.”





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