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Município de Braga preparado para «acautelar» medidas extraordinárias para a recolha de votos

As eleições legislativas realizam-se no próximo dia 30 de janeiro, havendo eleições antecipadas já no dia 23.

Rita Cunha
9 Jan 2022

O município de Braga aguarda a decisão do Governo relativamente aos moldes em que se realizará o direito do voto nas próximas eleições legislativas, mas diz-se preparado para «acautelar» qualquer cenário que seja colocado em cima da mesa, não obstante toda a “ginástica” em termos de recursos humanos e físicos que tal implicará.

A garantia foi dada ao Diário do Minho pelo presidente da Câmara Municipal de Braga numa altura em que diversos municípios estão a adotar medidas extraordinárias para as eleições tendo em conta a pandemia, como o aumento de mesas de voto antecipado, brigadas para recolher boletins de confinados e maior distância entre secções de voto.

Segundo Ricardo Rio, em Braga não será necessário proceder a grandes alterações nesse sentido, até porque os dois últimos atos eleitorais já decorreram em contexto de pandemia, tendo já nessa altura sido tomadas todas as medidas de segurança adequadas à situação atual. A título de exemplo, lembrou o caso da Junta de Freguesia de Ferreiros que, por indicação da Proteção Civil e da Proteção de Saúde, teve de mudar o local de voto.

O dia 23 de janeiro será destinado ao voto antecipado. Tal como nas últimas eleições, o mesmo decorrerá ao longo do dia no Altice Forum Braga, onde estarão colocadas entre 50 a 60 mesas de voto (um número superior ao registado nas presidenciais). Ricardo Rio sublinha que está tudo preparado e que não se justificava criar mais um ponto para o voto antecipado, sob pena de causar confusão aos eleitores.

Já no dia 30, estarão disponíveis os habituais locais de voto distribuídos pelas freguesias. Nas mesas de voto estarão «largas centenas» de pessoas, mais do que é habitual, as quais irão receber nos próximos dias a dose de reforço da vacina contra a covid-19.

De resto, Braga garante também, como está previsto, a criação de brigadas para a recolha de votos em lares ou noutras situações em que os eleitores se vejam impedidos de sair à rua para exercer o seu direito de voto.

Sobre a possibilidade de eleitores em isolamento poderem deslocar-se às mesas de voto, uma decisão que está a ser equacionada pelo Governo, o presidente da Câmara Municipal de Braga mostra-se prudente e entende que o ideal passaria pela criação de um «ponto de voto exclusivo» para pessoas que se encontrem nesta condição, evitando que se cruzem com a restante população.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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