Fotografia: DR

Escassez de mão de obra e de materiais inibe o crescimento das empresas

A situação, que se veio a agravar com a pandemia de covid-19, é transversal a diversos setores de atividade.

Rita Cunha
4 Jan 2022

A falta de mão de obra – sobretudo qualificada – e de materiais, associada aos aumentos brutais dos custos dos transportes e da energia é um drama sentido por muitas empresas da região, abarcando diversos setores de atividade, o qual se veio a agravar com o surgimento da pandemia de covid-19. E não há fim à vista, alertam os empresários.

Para Ricardo Costa, presidente da direção da Associação Empresarial do Minho, esta questão da mão de obra é «um dos principais fatores de preocupação que inibe o crescimento das empresas». E o problema não abrange somente a área da informática, em concreto dos programadores, mas também áreas como as da construção civil e sub-empreitadas que daí derivem e do têxtil, por exemplo.

Segundo explicou ao DM, tudo isto é «transversal» às empresas da região, que se veem com dificuldades em encontrar ativos numa altura em que surgem novas áreas como as da transição energética, digitalização ou descarborização.
Para resolver esta questão, «muitas empresas estão a importar mão de obra em países como Brasil, Bangladesh ou Índia».

Também Rui Marques, diretor-geral da Associação Empresarial de Braga, partilha esta realidade nestes setores e estende-a aos da restauração e hotelaria. Segundo adiantou, estes setores têm vivido uma realidade complicada no recrutamento de mão de obra, quer para o serviço à mesa quer para a cozinha.

«Tem sido muito difícil recrutar porque não há pessoas disponíveis. Durante os últimos anos, antes da pandemia, o problema foi-se camuflando um bocadinho com o surgimento de mão de obra estrangeira, mas depois foram muitos os que regressaram aos seus países de origem e o problema agudizou-se», disse, sublinhando a sua preocupação dado que se trata de um setor que já foi fortemente prejudicado com a pandemia e que, numa altura em que está a iniciar o seu processo de recuperação, já se vê a braços com estas «dificuldades tremendas».

Mas também o da construção civil tem enfrentado obstáculos, havendo «muitas empresas no território» onde é «bastante difícil recrutar». Já na indústria, é transversal a diversos setores de atividade, passando pelos da metalomecânica ou têxtil.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





Notícias relacionadas


Scroll Up