Fotografia: DR

Bispo de Viana desafia a levar o Natal aos que não conseguem encontrar Deus

Primeira Missa de Natal de D. João Lavrador à frente da Diocese do Alto Minho.

Jorge Oliveira
26 Dez 2021

D. João Lavrador convidou os cristãos diocesanos, naquela que foi a primeira Missa de Natal a que presidiu como Bispo de Viana do Castelo, a serem testemunhas e anunciadores da mensagem do presépio, acolhendo a Luz de Belém que veio para «romper as trevas» e indicar aos homens o seu itinerário de «vida, de verdade, de bem e de amor».

Na homilia que proferiu na Sé de Viana, ontem, o prelado desafiou os fiéis diocesanos a serem testemunhas, por palavras e gestos, da mensagem do presépio junto dos seus conterrâneos que «andam na busca de Deus e que não conseguem encontrá-Lo».

«Envolvidos no mistério da encarnação de Jesus de Nazaré, façamos do Natal uma forte interpelação à missão evangelizadora da comunidade cristã», exortou.

D. João Lavrador  disse que os cristãos devem abrir o coração e a mente à revelação divida, reconhecendo em Jesus, nascido na «pobreza, humildade e simplicidade», a «plenitude da revelação de Deus feita no Seu Filho.

Na celebração da Missa do Galo, o bispo de Viana, aludindo para o significado desta Eucaristia da noite de 24 de dezembro, exortou a anunciar o nascimento de Jesus, alertando que hoje há quem pretenda «desvalorizar a pessoa de Jesus na realidade histórica».

Remetendo para as condições em que Jesus nasceu, por falta de hospedagem, D. João Lavrador convidou a promover o acolhimento, numa «sociedade secularista, numa cultura sem Deus, numa humanidade fechada que deriva por si mesma sem prestar atenção ao outro que bate constantemente à porta, numa era do vazio e do descarte».

«A faustosidade e o bem estar, o egoísmo e o domínio fecham todas as portas ao irmão que procura a sua dignidade. Esta cultura a que se apelida de posmoderna, poscristã e posverdade pauta pela falta de acolhimento a Deus e aos irmãos que a interpelam», denunciou.

O prelado frisou que sem a luz divina «a pessoa humana revolve-se sobre si mesma, fecha-se, autodestrói-se, e no seu isolamento e auto-referência coloca os seus irmãos como inimigos e rivais».

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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