Braga: Ninho de “asiáticas” entre escola e USF está «morto e a apodrecer»

Nuno Cerqueira 22 Dez 2021

Vários moradores, funcionários e utentes da Unidade de Saúde Familiar (USF) de Gualtar, em Braga, têm manifestado preocupação face a um ninho de vespas asiáticas de “superiores” dimensões no topo de uma árvore no interior da escola básica 2/3 de Gualtar.

Uma funcionária ligada à USF reportou mesmo receio com vespas que possam sair do ninho asiático colocando em perigo os humanos que por ali andam.

“Já reportamos a situação à proteção civil e bombeiros, mas nada foi feito e o ninho está ali há meses”, relatou.

Ora este jornal, desconhecendo a matéria, foi procurar perceber a razão de o ninho ameaçador ainda estar no topo da árvores, balançando ao ritmo da empurra pelo vento.

Rapidamente, e segundo a lógica das coisas, o Diário do Minho contactou Vitor Azevedo, com competências na Proteção Civil Municipal de Braga, que explicou que a matéria era da esfera dos Bombeiros Sapadores de Braga (BSB).

”Quanto muito registamos os avistamentos reportados a nós e encaminhamos para os Bombeiros Sapadores”, disse Vitor Azevedo.

Também em jeito de vespa asiática, fomos bater à porta da companhia da “Bomba”, assim eram conhecidos há dois séculos na cidade de Braga os BSB.

Sem comando, coube ao adjunto Nuno Machado a explicação, sem antes mandar ao local do ninho um sapador, Pedro Neves, para verificar a veracidade do relato.

Machado confirmou a existência do ninho, mas também tranquilizou os gualtarenses e comunidade daquele quarteirão: “o ninho já foi aniquilado e não está ativo”.

O adjunto dos BSB explicou, inclusive, que fisicamente o ninho está lá, mas não tem vespas. Tudo isto porque os BSB estão dotados dá mais inovadora tecnologia no que diz respeito à aniquilação da dita praga.

”Utilizamos uma arma, espécie paintball, que dispara uma bala que contém um biocida que atua no interior do ninho. Os resultados têm sido excelentes. Claro que o ninho fica lá, mas as vespas morrem todas. Daí que muita gente reporta avistamentos que já foram intervencionados”, garantiu Nuno Machado.

Desde o início do ano já são quase 960 ninhos reportados, mas que esta espécie de “cirurgia evasiva” tem conseguido travar a vespa asiática, ao contrário do “maçarico e botija de gás”.

“Nesta altura há mais relatos, pois as folhas das árvores caem e tornam visíveis o ninhos. Mas nesta altura a vespa está a hibernar. Estamos atentos e tentamos intervir logo, mas como devem entender, são muitos os ninhos”, disse, garantido que o de Gualtar, e outro junto às portagens da A11 em Sequeira, tem ninho, mas sem vespas.

O de Gualtar situado na escola nas traseiras do pavilhão está mesmo a apodrecer.


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