Braga: Está no Mosteiro de Tibães em código QR uma das trilhas e única do “Sons de Bolso”

Nuno Cerqueira 22 Dez 2021

Um telemóvel, auriculares e um leitor “QR”. É desta forma que o visitante do Mosteiro de Tibães, Braga, pode mergulhar, junto ao lago daquele espaço, numa trilha de música criada para aquele espaço beneditino: “Sons de Bolso”.

O resultado final do projeto, uma produção Interferência – Associação de Intervenção na Prática Artística – em colaboração com o Mosteiro de Tibães e a Direção Regional da Cultura do Norte, foi apresentado.

De uma forma sucinta, o “Sons de Bolso” transforma a rua na sala de espetáculos, ligando nova música a um espaço geográfico.

«É uma modalidade não convencional e inédita de explorar o património cultural português, oferendo conteúdo artístico exclusivo que permite ao público novas formas de interação com o espaço envolvente», referiu o responsável do Mosteiro de Tibães, Paulo Pereira.

Além do Mosteiro de Tibães, onde Rui Penha compôs “Bachs Zeit Ist Die Allerbeste Zeit” para um tempo que dá espaço à contemplação, o “Sons de Bolso” vai ter a partir de janeiro “Au Revoir” de Manuel Brásio no Marco Fronteiriço “nº1” de Cevide (Melgaço), “História de Quadrados e Círculos” de José Tiago Baptista na Estação Arqueológica do Freixo (Tongobriga) a partir de fevereiro, e no Museu Militar do Porto, a partir de março, “Aqui , Que se Faz Ar”, de Nuno Rocha. «Locais seculares são engrandecidos com uma dimensão inovadora que se alia à História, desafiando o tradicional e o clássico», destacou Manuel Brásio, da Associaçao Interferência e compositor de uma das peças.

Segundo José Tiago Baptista, também ele da Interferências e compositor da pela de Tongobriga, as peças musicais geolocalizadas são «obras originais de compositores portugueses, relacionadas com a temática da democracia e das liberdades individuais e coletivas conquistadas ao longo dos tempos».

Para usufruir da experiência cultural, necessita apenas de partir à aventura com um simples smartphone no bolso, seguir o roteiro numa espécie de busca do algorítmo QR que abra a porta dos sons. «Uma forma de ouvir o património cultural», frisam os compositores.


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