Fotografia: Arquivo DM/Avelino Lima

AEB aceita novas restrições mas pede que estas sejam apenas por duas semanas

Caso as restrições se prolonguem para além do 10 de janeiro, a AEB entende que o Governo terá de reforçar as medidas de apoio às empresas.

Rita Cunha
22 Dez 2021

A Associação Empresarial de Braga (AEB) entende a urgência das restrições impostas pelo Governo na passada terça-feira para fazer frente à pandemia de covid-19, mas pede para que as mesmas sejam «localizadas no tempo» e não se estendam para além de 10 de janeiro, caso contrário o Governo terá de reforçar os apoios às empresas.

«Temos de respeitar estas restrições. A nossa expectativa é que estas medidas duras que estão agora a ser tomadas sejam localizadas no tempo e que sirvam para que não tenhamos de tomar medidas ainda mais difíceis mais à frente se deixássemos isto andar como vinha a acontecer», disse o diretor-geral da AEB, acreditando que se a duração foi «limitada», não obstante as dificuldades, constituirá apenas um «percalço no processo de recuperação».

Ainda assim, Rui Marques salientou a importância que este período de festas tem nas atividades económicas e os constrangimentos que todas estas medidas terão no imediato, sobretudo no setor da restauração e da diversão noturna. «Há um planeamento que é feito com muita antecedência, seja do ponto de vista do abastecimento de mercadorias, seja até de programação e animação musical ou de recursos humanos para reforçar as equipas», exemplificou.

No caso da diversão noturna, Rui Marques lembrou os muitos compromissos que não podem agora ser cancelados e cujos custos as empresas terão de assumir. Ainda aqui, vincou que «as compensações que o Governo propõe às empresas não são suficientes para cobrir os prejuízos provocados por este encerramento forçado».

Já no caso da restauração, o diretor-geral adiantou que o mês de dezembro – que tendencialmente é um dos melhores para o setor – está a ser «muito difícil». Segundo Rui Marques, o decréscimo da procura pelos restaurantes deve-se ao aumento do número de casos de covid-19, que faz aumentar o receio, tendo-se registado muitos cancelamentos de jantares de Natal. A imposição de um teste à covid-19 negativo acaba por piorar o cenário.

 

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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