Espaço do Diário do Minho

Preocupantes sinais no nosso tempo

2 Set 2021
Abel de Freitas Amorim

Muito embora vivamos numa democracia representativa, muitos consideram que ela decorre mais no formalismo da sua existência do que na realidade da sua essência. Democracia com influências do mundo atual, principalmente do mundo ocidental, cada vez com maior predominância, face ao desenvolvimento proporcionado pela “era digital”. Influências que, de forma resumida, as poderemos considerar em duas dimensões: a tecnologia e a ciência, fundamentais para a vida no mundo atual; e, para além das debilidades que já caracterizam muito do nosso pensar e agir, a decadência da moral e da ética em que se move a sociedade ocidental, cujos sinais são notórios também entre nós. A nossa democracia adota uma prática que poderemos considerar como uma democracia elitista. Em determinados períodos, perante a venda de promessas e ilusões, o povo, visto como eleitor e consumidor político, serve para escolher os líderes e a partir daí a sua função termina. Neste elitismo, a democracia mais parece uma oligarquia, onde impera a lei da mediocridade, moral, ética e onde a ideia do bem comum não é mais do que uma abstração. O que interessa é conquistar o poder a todo o custo, ou por nós ou por um de nós. Democracia esta, em que os socialistas radicais e a extrema-esquerda, de modo geral, não consideram a família como célula base da sociedade, pelo facto de acharem que cada um deve ser livre para o que quiser, mesmo no morrer, e não estar amarrado a códigos morais ou éticos. Não fazemos a apologia nem somos racistas nem xenófobos. Para tal, nem sequer necessitaríamos de possuir qualquer pensamento político, bastaria sermos Cristãos. Somos pela igualdade de género porque acreditamos na justiça social, na igualdade de oportunidades, na igualdade de direitos, na igualdade social entre o homem e a mulher, graduada mediante as capacidades e méritos de cada um. Somos, completamente, contra a “ideologia de género”, que não é mais do que a não diferenciação de género. Tal como em alguns países, em decadência moral, as nossas elites, apostadas em fraturar cada vez mais a sociedade, falam baixinho, para já, que ao menino ou à menina, no registo de nascimento, não se deve designar o género em função do sexo. Ele ou ela, quando quiser, que escolha!  Quase todo o pensamento e práticas das mesmas elites, em nome da falsa evolução, confluem para o eugenismo, ou “eugenia”. Esta consiste na aplicação racional das leis da genética à reprodução humana, preconizada por cientistas e não cientistas, assumidamente ateus, com o fim de, em primeiro lugar, pôr em causa o Homem como um ser criado à imagem de Deus, em segundo, levar avante a utopia (tbm nazista) da melhoria das raças, tanto no aspeto físico como mental. Relativamente ao mental, segundo os defensores da “ideologia de género”, o objetivo é ter mentes evoluídas. As designadas “mentes abertas”! Isto porque, segundo eles, ninguém nasce homem ou mulher, pois cada qual deve ser livre e construir a sua própria identidade!

Conforme a Constituição, a educação básica e os valores dos filhos cabem aos pais e família. A escola é um espaço de aprendizagem, de aquisição de conhecimento e de competências para a vida. Contra esta realidade, em 2018, o governo da geringonça apresenta-nos uma pretensa reforma na educação. A Lei 38/2018 cria e está na base da disciplina de “Educação para a Cidadania e Desenvolvimento”. Esta disciplina pouco mais é do que uma apologia à “ideologia de género”. Ditaduras fascistas e comunistas não fariam melhor! Felizmente há professores de bom senso que contornam os conteúdos destra disciplina. Mas, em muitas escolas, há relatos preocupantes de pais e encarregados de educação de crianças dos 3 aos 16 anos. Professores que convidam organizações LGBT e gays para darem palestras às crianças, exibem filmes pornográficos, apresentam e enaltecem artistas travestis e dizem aos meninos que tanto podem namorar com uma menina como com um menino. Perante estas anormalidades, o que dizem muito boa parte dos “gerigoncinhos” espalhados pelo país. Nada. O mais importante é conquistar e manter o poder!   Finalmente, em 6 anos, eis as reformas dos governos da geringonça: índices económicos envoltos em meias verdades; a implementação da “ideologia de género”; propagandear milhões e milhões para iludir os portugueses; e a tentativa da legalização da eutanásia. Mas, a realidade está sempre acima da ideologia: Portugal cada vez mais dos últimos da Europa; segundo os Censos-2021, os portugueses são cada vez menos; por este caminho, daqui a poucas décadas, segundo estudos, os portugueses serão menos cerca de dois milhões; e a dívida do país, desde 2015, em termos brutos, a não parar de crescer! E porque tudo isto se relaciona negativamente com tudo, estes são os “preocupantes sinais no nosso tempo” que nada de bom nos indiciam…



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