Vídeo: Fotos Karine Menezes – https://www.facebook.com/KarineMenezesFotografia

Primeiro evento da “Mesa na Praça” a 4 de setembro.

Luísa Teresa Ribeiro
24 Ago 2021

O projeto Tubábá, composto por Cláudia Capitão e Ivo Arantes, vai estar no Mercado Municipal de Braga, a 4 de setembro, a partir das 11h15, para dinamizar uma sessão de música em família, naquele que é o primeiro evento da ala da alimentação “Mesa na Praça”.

A fundadora dos Tubábá – Música em Família não esconde o contentamento pelo convite para esta iniciativa, que é «uma oportunidade» para a dupla conhecer novas famílias e proporcionar-lhes o prazer da música, que delicia todos os elementos da família, sobretudo os mais pequenos.

Recordando que as «idas ao mercado são uma memória muito comum da infância», diz esperar que as crianças que venham a participar nestas sessões, «no futuro, se lembrem de ir ao mercado e fazer música em família». «No fundo, é também isso que queremos criar – memórias felizes em família», afirma ao Diário do Minho.

Cláudia Capitão adianta que na sessão inaugural na “Mesa na Praça” vão ser incluídos «temas tradicionais que lembrem os arraiais e as festas que tão bem caracterizam o verão». «Podemos até estar afastados dessas festividades, mas faremos com que a música nos aproxime dessa folia. O poder da música também é este, permite-nos viajar e imaginar. Trazer para perto de nós aquilo que nos falta», acrescenta.

As inscrições são feitas através das redes sociais dos Tubábá (Instagram e Facebook), podendo o pagamento ser realizado previamente ou no próprio dia. A sessão tem um valor de 16 euros por adulto e criança e mais 2,5 euros por acompanhante extra. Isto significa que se for uma família de três elementos, o valor é 18,5 euros e se for de quatro é 21 euros.

As sessões seguintes na Praça bracarense estão agendadas para 9 de outubro, 13 de novembro e 11 de dezembro, sempre às 11h15.

 

Projeto tem novo membro e mais oferta instrumental

O músico Ivo Arantes é o novo elemento dos Tubábá – Música em Família.

O percurso de Ivo Arantes foi sempre ligado à música, quer a nível artístico quer a nível de ensino. Já participou em programas de televisão como o “The Voice” ou o “Just Duet”, foi professor e atualmente é músico em cruzeiros.

Mestre em Educação Musical no Ensino Básico, sentiu-se atraído por este projeto pelo que ele representa para as famílias. «A conexão entre uma família e a música é algo mágico e super prazeroso de se observar, de se sentir, de se viver», afirma.

«Costumo dizer que quando sentimos o que cantamos essa mensagem passa e o Ivo passa essa emoção através da música», acrescenta a mentora dos Tubábá, que convidou o músico a integrar ao projeto depois de se ter apercebido «da forma como cativava as crianças através da música e a alegria que transmitia» nas aulas de Expressão Musical que ministrava.

Uma vez que Ivo Arantes toca piano, guitarra e acordeão, os Tubábá diversificaram a oferta instrumental às famílias, que no passado se resumia à tuba.

«Surgiu também a ideia de convidar músicos pontualmente para diversificar ainda mais a oferta. Convidar, por exemplo um saxofonista, um contrabaixista ou um violinista. A ideia é dar a conhecer às crianças e às famílias diferentes instrumentos, para que tenham um contacto mais próximo com a música desde tenra idade», revela Cláudia Capitão.

 

«Queremos chegar a toda e qualquer família»

Os Tubábá – Música em Família acalentam a esperança de conseguirem reunir apoios que lhes permitam fazer sessões às quais as famílias possam ter acesso sem pagar.

«Esse é o nosso maior desejo. Queremos chegar a toda e qualquer família. Já o fizemos através da Associação Polvo de Amor, no Hospital de Braga, no Dia da Prematuridade, e foi maravilhoso. Sentir a alegria das famílias ao fazer música é a nossa maior recompensa», declara Cláudia Capitão ao Diário do Minho.

A educadora de infância explica que os Tubábá querem «proporcionar momentos musicais em família, onde as famílias estejam verdadeiramente com os seus filhos e se divirtam, esquecendo a correria que muitas vezes a vida é».

«As famílias estão verdadeiramente presentes, a música não é uma “distração”, mas antes uma “conexão” que nos liga a todos. Cria-se uma atmosfera muito bonita, algo que só se sente nas sessões e é esse sentimento que nos leva a querer continuar, cada vez mais, a levar a música às famílias», afirma.

Depois da interrupção de mais de um ano por causa da pandemia, o projeto voltou com «uma alegria enorme» às sessões no passado dia 6 de junho. «Sentíamos muita falta destes momentos. A essência do projeto reside na aproximação da música às famílias, em estarmos próximos uns dos outros, e estarmos separados durante tanto tempo, sem conseguir prever o futuro do projeto, foi desafiante, mas felizmente, aos poucos, estamos a voltar à “normalidade”», refere.

Cláudia Capitão salienta que as famílias não manifestaram receio por ser uma atividade de grupo, uma vez que também «estavam cheias de vontade de sair, de estar em família, de estar em comunidade e precisavam desta alegria que é fazer música».

Assim que foram permitidas as atividades culturais de grupo, a dinâmica das sessões foi reformulada para evitar contactos. «As famílias usam máscara (as crianças pequenas não o tem que fazer), estão dispostas por “ilhas” com 2 metros de distanciamento e têm o seu próprio material para ser utilizado na sessão devidamente desinfetado. A dupla mantém-se no mesmo local e, naturalmente, dadas as condições atuais, a proximidade é menor, mas a vontade de fazer música é sempre superior e foi isso que nos fez continuar, mesmo com estas restrições que se impuseram», diz.

Recorde-se que, nas sessões, os membros dos Tubábá vestem criações de Jane Casares. O logótipo é da autoria de Andreia Luísa Silva.

 

Sessões de música com bebés

As sessões de música com bebés são uma imagem de marca dos Tubábá. A educadora de infância apaixonada por música Cláudia Capitão assegura que a reação dos bebés é «muito positiva», sendo «o público mais exigente que existe». «As nossas sessões de música em família são dos 0 aos 12 anos de idade, mas se um irmão de 15 quiser vir. é muito bem-vindo, basta ter vontade», explica.




Outras Reportagens


Scroll Up