Fotografia: Arquivo DM

Cónego José Paulo Abreu realça «devoção de sempre» a Nossa Senhora em Portugal

Presidente da Confraria do Sameiro, no contexto da solenidade Litúrgica da Assunção de Maria

Redação/ Ecclésia
14 Ago 2021

O presidente da Confraria do Sameiro afirma que a devoção do povo português a Nossa Senhora «é de sempre», no contexto da solenidade litúrgica da Assunção de Maria, que a Igreja Católica celebra este domingo.

«A devoção do nosso povo a Nossa Senhora é de sempre, se quisermos situar-nos a partir do momento em que fomos recuperando a nossa nacionalidade, as nossas primeiras catedrais são todas dedicadas a Nossa Senhora», assinala o cónego José Paulo Abreu, em entrevista à Agência Ecclesia.

O sacerdote da Arquidiocese de Braga explica que o «último dogma de cunho mariano» proclamado pela Igreja foi a Assunção de Nossa Senhora, em 1950.

Segundo o cónego José Paulo Abreu, depois da «primeira grande onda» de devoção nas catedrais e nas paróquias, a devoção a Nossa Senhora também esteve presente nas descobertas e no Ultramar.

Neste contexto, lembra ainda o «momento histórico», após o «período de dependência dos espanhóis» em Portugal, em que o rei D. João IV coroou Nossa Senhora da Conceição, há 375 anos, a 25 de março de 1646.

«Os nossos monarcas deixam de usar a coroa na sua cabeça, quando tinham cerimónias oficiais colocavam a coroa ao lado, numa almofada», acrescenta.

De norte a sul de Portugal, observa, existem muitos santuários marianos, «mesmo nas zonas menos praticantes, com menos manifestação exterior de crença».

«Nossa Senhora não apareceu no Sameiro. Está no Sameiro», segundo D. Manuel Vieira de Matos, arcebispo de Braga entre 1915 e 1932.

Uma frase que foi proferida «depois do fenómeno de Fátima» e, para o cónego José Paulo Abreu, é uma forma de dizer da «dignidade deste lugar», não teve «aparições visíveis», mas sente-se «a sua presença».

O presidente da Confraria do Sameiro destaca que a imagem de Nossa Senhora que têm no santuário «é de uma beleza incrível» e «acolhe com um olhar tão terno, tão meigo e frontal, tão direto, que as pessoas são sempre tocadas».





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