Fotografia: Sandra Alves/Paróquia de Candoso S. Martinho

Arquidiocese de Braga celebra 75 anos do sacerdócio do pároco de Candoso S. Martinho

Arcebispo Primaz preside às comemorações que decorrem este domingo, dia 15 de agosto

Joaquim Martins Fernandes
12 Ago 2021

A Arquidiocese de Braga comemora no próximo domingo, dia 15 de agosto, os 75 anos de sacerdócio do pároco de Candoso São Martinho, António de Freitas Moreira.

O Arcebispo Primaz, D. Jorge Ortiga, preside às celebrações litúrgicas que vão realizar-se naquela paróquia do Arcipestrado de Guimarães e Vizela, a partir das 17h30, numa cerimómia que vai decorrer no Centro Paroquial, cumprindo na íntegra as normas de segurança determinadas pela Direção-Geral da Saúde.

Ao Diário do Minho, o padre António de Freitas Moreira, com quase 99 anos de idade, disse que «era uma graça muito grande» celebrar 75 anos de sacerdócio.

«Não sei se existe na Diocese de Braga algum pároco em exercício que seja meu contemporâneo», acrescentou o sacerdote que há 66 anos pastoreia a Paróquia de Candoso S. Martinho, depois de ter iniciado a sua missão sacerdotal na Paróquia da vila de Paredes de Coura (Santa Maria), no dia 8 de dezembro de 1946.

Nomeado para a Paróquia de Candoso São Martinho no dia 11 de setembro de 1955 – ainda a tempo de representar S. Martinho de Candoso na Grande Peregrinação à Penha de 12 de setembro desse ano -, o padre António de Freitas Moreira foi um precursor das medidas de apoio social à população mais desfavorecida da Diocese de Braga. E foi um dos primeiros sacerdotes do país a introduzir os valores da democracia na gestão da Fábrica da Igreja.

Fiel depositário de uma avultada herança da Paróquia – uma doação da “Senhora Rosinha” que tinha sido acolhida na Residência Paroquial na fase final da sua vida -, o sacerdote António de Freitas Moreira decide que os bens herdados deveriam ser colocados ao serviço do progresso da freguesia. Ainda antes do 25 de abril de 1974, decide vender parte dos terrenos herdados a preços controlados para fixar a população da freguesia e atrair os muitos emigrantes à terra.

Com as receitas das vendas, convoca, ainda antes do 25 de abril de 1974, a Comissão da Fábrica da Igreja da Paróquia de Candoso São Martinho para uma decisão histórica: a construção do primeiro Jardim de Infância no concelho de Guimarães.

A auscultação à Comissão da Fábrica da Igreja repetiu-se alguns anos mais tarde, quando o pároco de Candoso S. Martinho considerou ser a hora de a freguesia dar um novo passo no apoio social, com a construção do “ousado” Centro Paroquial e Social de Candoso S. Martinho, que juntou ao Jardim de Infância uma creche, uma pré-escola e um ATL, com capacidade de resposta para diversas freguesias do Arciprestado de Guimarães.

O arrojo do sacerdote que se antecipava ao tempo de implantação da democracia estendeu-se às áreas da cultura e do desporto. Ainda os militares estavam a programar a “revolução dos cravos” e já Feitas Moreira avançava com a criação de um clube recreativo e desportivo, fundado em 20 de abril de 1974.

Pouco tempo depois, com a apoio à criação de um grupo de teatro, o sacerdote voltava a dar um novo impulso à dinâmica de um freguesia que foi saindo da pobreza, também mobilizada pelo pároco que homenageia no próximo domingo, dia 15 de agosto.

<span class=”credit_foto_editor_part2″ style=”color: #7e2320 !important; font-size: 10pt;”>[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]</span>

 





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