Fotografia: DM

Fim das restrições agrada ao setor da restauração que alerta para grandes quebras aos fins de semana

União de Restaurantes do Minho quer que caia a obrigatoriedade de apresentação de teste negativo à covid-19 ou de certificado digital.

Rita Cunha
4 Ago 2021

O fim das restrições no que respeita os horários de funcionamento dos espaços de restauração e que lhes permite estar abertos até às 02h00 faz antever um verão animador, capaz de permitir aos empresários amealhar fundos para fazer face às épocas baixas que ocorrerão posteriormente. Porém, o setor vê-se a braços com aquilo que considera ser um ‘handicap’, que é a obrigatoriedade de apresentação de teste negativo à covid-19 ou certificado digital para consumir no interior aos fins-de-semana e sextas-feiras à noite.

Para Tiago Carvalho, da União de Restaurantes do Minho (URMinho), o levantamento das restrições nos horários – fixados até 31 de julho nas 22h30 – é «vantajoso», mas a apresentação do teste ou certificado não só gera uma desigualdade entre os restaurantes que têm ou não esplanadas como tem afastado, de forma avassaladora, os clientes. Segundo o responsável, há espaços que, aos sábados e domingos, apresentam quebras de faturação de 90% ou mais.
Segundo Tiago Carvalho, esta é uma medida que terá de cair. «Não quero apontar datas, mas se calhar daqui a uma ou duas semanas isto vai acabar por cair porque», disse, lembrando que o próprio Bastonário da Ordem dos Médicos já se pronunciou contra a medida.
Fins de semana
com quebras de 90%

O empresário não tem dúvidas de que é este ‘handicap’ que tem levado a um crescimento da procura durante a semana e, em contrapartida, a uma quebra acentuada aos fins de semana. Lamenta ainda que , um ano e meio depois do início da pandemia de covid-19, «muitas das promessas governamentais» ainda não tenham sido cumpridas. «Aquilo que vai chegando e que vai sendo anunciado, como o lançamento de mais uma linha de endividamento de 100 milhões, não é apoio. Tudo o que é dívida não é apoio», vincou.
Contudo, acredita que, se as condições metereológicas forem favoráveis, o verão será positivo. «Vamos trabalhar bastante bem porque o cliente sente confiança quando está nos restaurantes», disse o empresário.

Para Tiago Carvalho, a “prova de fogo” acontecerá em 2022, concretamente no primeiro trimestre, uma época tendencialmente baixa em termos de faturação.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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