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IPCA vai instalar pomares para oferecer fruta a alunos e professores

Projeto vencedor do Orçamento Participativo avança para o terreno

R. de L.
31 Jul 2021

O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) vai instalar pomares comunitários nas áreas verdes do campus de Barcelos e nos polos em funcionamento na região. O projeto venceu o Orçamento Participativo e vai começar a ser implementado no próximo ano letivo, oferecendo fruta a alunos, professores e funcionários.

A ideia de criar pomares comunitários nas áreas verdes do campus e nos polos do IPCA, com espécies autóctones de árvores de frutos acessíveis a toda a comunidade académica é uma ideia de Maria da Luz Sangreman, estudante do IPCA que terminou este ano a licenciatura em Solicitadoria. Foi a ideia vencedora do Orçamento Participativo 2021 e vai ter uma verba de 10 mil euros para ser colocada em prática já no próximo ano letivo.
«É uma ideia que já tinha há muito tempo e me parece uma interessante alternativa saudável para os lanches de todas as pessoas da academia, nomeadamente alunos, professores e funcionários, que passam a ter fruta fresca à sua disposição», explica a estudante vencedora daquela iniciativa lançada em 2019 e que pretende contribuir para a participação da comunidade estudantil na governação da instituição.
Embora confesse, em comunicado, que ideia fosse antiga, Maria da Luz Sangreman aprimorou-a através de uma pesquisa que realizou sobre as espécies de árvores de fruto características da região de Barcelos e do Minho. «Descobri e contactei um investigador que está a estudar as espécies autóctones e desenvolvi uma simulação das que poderiam ser cultivadas nos espaços verdes do IPCA», explica a vencedora do Orçamento Participativo. Da conversa com o investigador concluiu, por exemplo, «a importância de serem plantadas várias espécies de árvores, e não apenas uma única, por causa da polinização».
Agora, aponta Maria da Luz Sangreman, o público-alvo do projeto «é todo o universo IPCA, desde o colaborador que encontra uma alternativa saudável para o lanche, até ao estudante que não reúne os requisitos para pedir apoio à alimentação, ou que decide não o fazer». Além disso, valoriza, «as árvores de fruto serão uma alternativa a lanches menos saudáveis, como bolachas, bolos ou chocolates. Ao tornar-se de acesso igualmente fácil, a fruta criará melhores condições para a mudança de hábitos alimentares», acrescenta.
A ideia apresentada na candidatura do projeto ao Orçamento Participativo do IPCA é que o acesso aos pomares comunitários seja livre, «sem perguntas, sem explicações, sem necessidade de autorização, mas com responsabilidade». Conforme explica, «pretende-se que todos possam colher uma maçã para comer no momento, ou meia dúzia de peras para levar para casa».
Maria da Luz Sangreman acrescenta, ainda, que «a ideia surgiu após ler o Plano Estratégico do IPCA em busca de perceber aquilo que é importante, mas não tão visível para os estudantes». E o que descobriu foi, precisamente, o objetivo de criação de «um campus verde e saudável».
O projeto vencedor da segunda edição do Orçamento Participativo, que registou forte adesão, foi escolhido através da votação dos estudantes do IPCA. O “Pomar Comunitário” obteve 26,89 por cento dos votos, sendo o preferido de um conjunto de quatro ideias que foram à votação final.





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