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Guimarães vai construir 400 casas a preços acessíveis para a classe média

Câmara anuncia 2500 novas habitações no mercado até 2026

R. de L.
30 Jul 2021

A Câmara Municipal de Guimarães prepara-se para lançar a concurso a construção de cerca de 400 habitações a preços controlados. O plano quer resolver o problema da falta de casas e, sobretudo, o custo elevado que impede o acesso aos jovens e à classe média.

O preço da habitação no concelho de Guimarães está pela hora da morte e o mercado não responde à necessidade de condições acessíveis para atrair e fixar jovens e classe média. Por isso, a Câmara de Guimarães tem em marcha um plano que vai permitir colocar no mercado e oferecer cerca de 400 habitações a custos controlados e acessíveis. E a estas juntam-se mais 2 mil habitações que já estão licenciadas a privados.
Aquela estratégia surge no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para o setor da habitação e tem que estar concluída entre 2025/26. Todo o plano foi revelado, ontem, pelo presidente do Município, Domingos Bragança, no final da reunião do executivo, onde a oposição assinalou a perda de 0,8% da população na última década, segundo os dados dos Censos 2021. «É um número perfeitamente reversível e significa que estamos estabilizados na demografia», sendo que para o autarca o que merece sublinhado é o facto de Guimarães «ser um concelho muito, muito atrativo», mas que tem um grande problema: «os preços elevados das habitações».
Aquele é o cenário que a gestão municipal quer resolver através de uma estratégia que vai atuar em duas frentes. «Estamos a atuar na componente importante do licenciamento e já temos, neste momento, 2 mil novos fogos licenciados no concelho, a construir pela iniciativa privada», revelou Domingos Bragança. Paralelamente, «no âmbito do PRR, queremos captar apoios na ordem dos 30 milhões de euros, porque podemos, por aqui, além de responder à questão da habitação indigna, responder à construção a custos controlados e para rendas moderadas. Isto é, para que as pessoas encontrem no mercado apartamentos que possam corresponder à possibilidade de aquisição a custos acessíveis», apontou.
O plano já está em marcha. «Vamos lançar concursos para essas construções a preços controlados, com locais e custos perfeitamente definidos. Nós adquirimo-las no âmbito do PRR e depois colocámos no mercado a preços completamente controlados e acessíveis», revelou o autarca. As construções serão feitas nos locais do concelho indicadas pela Câmara Municipal, de acordo com as necessidades de maior procura e a preços por fração que não devem ultrapassar os 100 mil euros. «Queremos construir em bolsas que correspondam à cidade alargada, a todas as vilas e a algumas freguesias que têm pressão de necessidade de habitação», concretizou Domingos Bragança, acrescentando que o plano «tem todas as condições para ser bem sucedido».
Tudo tem que estar concluído até 2025/26 para ser financiado pelos milhões do PRR. «Queremos ter no concelho cerca de 400 habitações para aluguer ou compra a preços perfeitamente controlados e acessíveis. Já temos criada uma equipa municipal que só está dedicada a isto e para que tudo isto seja montado. Já reunimos várias vezes com responsáveis governamentais e promotores para perceber as possibilidades de exequibilidade, sem desvirtuar o concurso público e a concorrência, porque o que queremos de tudo isto é efeitos práticos e resultados», concluiu Domingos Bragança.





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