Fotografia: DM

Irmandade de S. Pedro incentivada a promover o culto, a cultura e a caridade

D. Nuno Almeida presidiu em Guimarães à celebração da solenidade de S. Pedro e S. Paulo

Jorge Oliveira
29 Jun 2021

O Bispo auxiliar de Braga, D. Nuno Almeida, deixou hoje uma palavra de incentivo aos novos órgãos sociais da Irmandade do Príncipe dos Apóstolos S. Pedro para que continuem a promover o culto, a cultura/formação e a caridade, «para bem» da Cidade de Guimarães e da Arquidiocese de Braga.

«Faço votos de que a Venerável Irmandade do Príncipe dos Apóstolos S. Pedro continue a motivar e a congregar para os novos ideias do bem-fazer que, como recorda o Papa Francisco, é tarefa que hoje é ainda mais urgente e importante», disse D. Nuno Almeida.

O prelado falava na missa da solenidade de S. Pedro e S. Paulo, na basílica de S. Pedro, no Toural, a que presidiu antes de empossar os novos corpos sociais daquela Irmandade, que foram eleitos no passado dia 14 de junho, para um mandato de quatro anos.

Em declarações ao Diário do Minho, D. Nuno Almeida reforçou o quão necessário hoje é difundir os valores do Evangelho, praticar a caridade, sempre numa atenção particular aos mais frágeis e vulneráveis.

O prelado explicou que a unidade é um «princípio que se ativa com a oração, porque a oração permite ao Espírito Santo intervir, abrir à esperança, encurtar distâncias, manter-nos juntos nas dificuldades».

Já as lamentações, que «não mudam nada», assim como o narcisismo e o pessimismo são atitudes que «fecham a porta ao Espírito Santo» e não devem fazer parte do dia a dias dos cristãos.

O prelado pediu ainda aos fiéis que ajudem a construir uma «Igreja renovada», que se «abre profeticamente à sociedade e procura servir este mundo complexo em que vivemos».

Irmandade aponta desafios
para os próximos quatro anos

Continuar a melhorar a parte litúrgico-pastoral, reforçar a dimensão cultural, realizar melhoramentos na Basílica e assegurar a sustentabilidade económica da Irmandade. Estes são os principais desafios assumidos pelos novos órgãos sociais da Irmandade do Príncipe dos Apóstolos S. Pedro.

O Juíz da Irmandade, o padre José Silvino, disse ao Diário do Minho que a Irmandade pretende dar ainda mais ênfase à parte litúrgico-pastoral, num espírito de« igreja e basílica aberta, acolhedora e inclusiva, sinodal e samaritana».

Na parte cultural, é desejo dos novos órgãos sociais estar em interação com as outras igrejas, «em espírito de comunidade e abertura e de interajuda até a nível pastoral, litúrgico e formativo», mas também com a Cidade de Guimarães e com as associações.

Em termos de obras físicas na Basílica a Mesa Administrativa pretende substituir o sistema elétrico, que está degradado, melhorar o sistema de sonoro, preservar madeiras (uma parte está a ser atacada por térmitas), intervir no piso que apresenta humidade e nos altares (limpeza e restauro).

No exterior é necessário uma intervenção nos telhados, sobretudo da nave central, e resolver um problema de infiltração na torre cuja resolução está dependente de uma decisão da Câmara de Guimarães que é proprietária da máquina antiga do relógio.

A Mesa Administrativa pretende tornar a torre num ponto de visita, já que possibilita quatro vistas panorâmicas sobre a cidade.

 





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