Fotografia: DM

Arcebispo de Braga defende uma «batalha da fraternidade» contra as desigualdades e exclusões sociais

D. Jorge Ortiga presidiu ontem à eucaristia por ocasião das comemorações da batalha de S. Mamede, em Guimarães.

Rita Cunha
25 Jun 2021

Uma «batalha da fraternidade». Este é o caminho apontado pelo Arcebispo de Braga rumo a um país e a um mundo onde «todos são verdadeiramente irmãos» e, por isso, «livres e iguais».

D. Jorge Ortiga, que falava ontem na celebração religiosa por ocasião das comemorações da Batalha de S. Mamede, em Guimarães, estabeleceu uma analogia entre este momento, que culmina sendo o primeiro Dia de Portugal, com a batalha que deve ser travada no presente.

«Os tempos da pandemia, entre muitas outras coisas, mostraram que é imperioso interpretar, também hoje, uma difícil batalha. A sociedade moderna impôs os critérios do individualismo, do consumismo, do comodismo. Verificamos, agora, que a vida centrada em cada um não tem consistência. A insignificância de um invisível vírus mostrou a nossa estrutural debilidade e a mais inequívoca vulnerabilidade. Somos pequenos e nada conseguimos sozinhos», começou por lembrar.

Reconhecendo que «todos suspiramos pela normalidade» e que «nada será igual», o Prelado revela a necessidade de que cada um se empenhe «responsavelmente» por um regresso a um «novo normal» que considerou «uma normalidade nova, diferente, que rompe com costumes e tradições». «Não será fácil, pois há rotinas entranhadas. Há uma batalha a empreender», alertou.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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