Fotografia: DR

Espetáculo sanjoanino reforça casamento da inovação com as matrizes identitárias da cidade

Ricardo Rio, Cláudia Leite e Lídia Dias assistiram a ensaio no Gnration e visitaram exposição na Galeia INL

Carla Esteves
19 Jun 2021

O presidente da Câmara Municipal de Braga deslocou-se, hoje, ao Gnration, para assistir ao ensaio do espectáculo de comunidade “Banquete de David” e conhecer a nova exposição da galeria INL. Apesar de composta por ações tão distintas, a iniciativa, que contou também com a presença da vereadora da Cultura, Lídia Dias, e da administradora do Theatro Circo e directora-Geral da Braga Media Arts, Cláudia Leite, teve, de acordo com Ricardo Rio, uma característica em comum: o facto de unir a ciência e a inovação à cultura e às artes.

Em declarações ao Diário do Minho, o edil bracarense começou por referir-se à nova exposição na galeria INL, intitulada Heart of sky Centro do Vento, de Nuno da Luz, que resulta de encomenda artística pelo gnration para o programa Scale Travels, que relaciona arte e nanotecnologia. 

«Trata-se de um projeto que já vem de há alguns anos a esta parte, que junta a Ciência com a expressão artística, uma iniciativa que temos acarinhado, e muito nos alegra poder contar com a participação do INL», afirmou Ricardo Rio, acrescentando que «este projeto tem proporcionado formas de expressão muito interessantes, incluindo esta nova exposição».

O edil salientou o aparente antagonismo de se tratarem de «abordagens científicas que se materializam em expressões artísticas diferenciadoras, proporcionando um casamento muito interessante».

Ricardo Rio mostrou-se também agradavelmente surpreendido com o ensaio do “Banquete de David”, sublinhando que «também este concerto integrado na programação do S. João 2021 vem beber da componente da Braga Media Arts».

«Esta singular orquestra de dispositivos eletrónicos é surpreendente não só pelo conceito, mas pelo resultado final, como testemunhámos neste brevíssimo momento do ensaio, mas assume maior importância pela preocupação que tem existido de fazer convergir estes conceitos e valências com as matrizes identitárias da cidade», argumentou o edil.

Recordando os muitos projetos ligados às media arts que surgiram na Noite Branca e no Braga Natal, Ricardo Rio considera que a chegada deste conceito inovador ao S. João produz «um resultado interessantíssimo de tal forma que quem assistir a este espetáculo não ficará apenas surpreendido, mas muito satisfeito».

Pedro Santos e Maria Mónica, da Orquestra de Dispositivos Eletrónicos, e diretores artísticos do projeto “Banquete de David”  explicaram que para este trabalho tiveram que realizar uma pesquisa do cancioneiro sanjoanino em Braga, com o apoio da Associação de Festas de S. João, tendo optado pelos temas polifónicos, mais trabalháveis através dos dispositivos eletrónicos do que os restantes.

«Decidimos trabalhar com as polifonias de Braga e com as Mulheres do Minho, o Grupo Coral da Universidade do Minho e a Rusga de S. Vicente. Numa primeira fase gravámos as suas atuações e de pois trabalhámos a parte eletrónica e a composição de ideias» contou Pedro Santos.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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