Fotografia: Avelino Lima

Comunidade imigrante incentivada a exercer direito ao voto para uma integração plena

Mediadores municipais e interculturais de Braga promovem sessão sobre o voto dos imigrantes

Carla Esteves
18 Jun 2021

Contribuir para que a comunidade imigrante possa exercer o seu direito de voto e eleger os seus representantes no país que os acolheu foi uma das principais razões que levou a EMMI Braga – Equipa dos Mediadores Municipais e Interculturais de Braga a realizar, ao final da tarde de hoje, no Museu dos Biscainhos, um Sarau de esclarecimento sobre o voto dos imigrantes nas eleições autárquicas. 

A iniciativa contou com a presença de mediadores e representantes de algumas das comunidades imigrantes mais representantivas em Braga, bem como do presidente da Câmara de Braga, que vincou que o objetivo primeiro do Município é que «todos os migrantes que se radicam na nossa cidade se sintam cidadãos de plenos direitos na nossa comunidade».

«Que não só nós possamos tirar benefícios do seu contributo do ponto de vista do enriquecimenton económico e cultural, mas que também eles aqui possam realizar em pleno todas as suas ambições e expetativas», afirmou Ricardo Rio, acrescentando que «serem cidadãos de pleno direito é poderem também usufruir dos direitos que a lei lhes confere e o direito ao voto é um dos maiores que em liberdade qualquer cidadão pode ter para escolher aqueles que os governam».

Ricardo Rio realçou que muitos cidadãos migrantes não exercem este direito ou porque não conhecem as regras aplicáveis ou por desinteresse ou por não saberem se são ou não ilegíveis, daí a importância desta iniciativa. 

«Espero que nas próximas eleições e em todas haja o máximo possível de cidadãos migrantes a participar», afirmou.

A mediadora cultural, Saidatina Dias, uma senegalense a residir em Portugal há 22 anos, onde casou e realizou o seu curso superior, foi uma das mediadoras culturais presentes, em representação dos imigrantes africanos, além do mediador  da comunidade de Leste, padre Vasyl Vasyl Bundzyak, e dos das comunidades cigana e da América Latina.

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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