Fotografia: DR

Murais e jogo sensibilizam alunos para a importância do Alvarinho

Soalheiro assinalou Dia da Sub-Região de Monção e Melgaço em conjunto com Agrupamentos Escolares.

Luísa Teresa Ribeiro
9 Jun 2021

A pintura de um mural em Monção e de outro em Melgaço e o lançamento do jogo virtual “A aventura da uva Alvarinho” assinalaram, na passada segunda-feira, o Dia da Sub-Região de Monção e Melgaço, numa iniciativa do Soalheiro, em colaboração com os Agrupamentos de Escolas dos dois concelhos. O evento destacou a importância desta atividade económica para a região, convidando os jovens a assegurarem o seu futuro.

Na sequência de um projeto que começou em 2020, com a edição e distribuição de 3000 exemplares do livro ilustrado “Alvarinho – A história de uma uva que queria ser território”, este ano os alunos de Monção e Melgaço foram desafiados a pintar um mural em cada um dos agrupamentos, no qual representassem a forma como veem a sub-região. Para além das uvas, em Monção não faltou o desenho da emblemática “Coca” e em Melgaço de pipas e garrafas.

A coordenadora da viticultura do Soalheiro, Maria João Cerdeira, destaca que no âmbito das comemorações do Dia da Sub-Região foi lançado o “Jogo da Uva”, de acesso gratuito, «com o intuito de sensibilizar os mais jovens para que o futuro do Alvarinho está nas mãos deles». «O que queremos é que os jovens percebam que o futuro desta região, que tem um potencial enorme, depende deles, do que eles fizerem pela sub-região, e isso é extremamente aliciante. Eles é que vão decidir manter esta cultura, inovar, desenvolvê-la», afirma.

Em declarações ao Diário do Minho, esta responsável pela empresa com sede em Alvaredo, Melgaço, sublinha que a iniciativa visa «relembrar que esta é uma atividade económica rentável», referindo que o projeto do Soalheiro começou no seio de uma família e atualmente reúne «38 famílias e 157 produtores que fazem parte do Clube de Produtores».

Por seu turno, Luís Cerdeira, enólogo do Soalheiro, acrescenta que a aproximação com a comunidade escolar tem uma missão clara de promover a «valorização e preservação da tradição vitivinícola de Monção e Melgaço, como base de sustentabilidade económica, social e ambiental da região». «Numa cultura de produção de minifúndio, em que as vinhas são tratadas pelas famílias como jardins, a envolvência das novas gerações neste legado é a chave para fazer perdurar a identidade e o futuro. São estes os futuros protagonistas e defensores do território», diz.

A este propósito, a diretora do Agrupamento de Escolas de Melgaço, Paula Cerqueira, afirma: «Esta é uma forma de pôr as nossas crianças a valorizarem o que é nosso. A grande maioria dos nossos alunos está de alguma forma ligada, direta ou diretamente, ao Alvarinho porque os pais ou os avós são produtores ou porque trabalham para algum produtor. Trata-se, portanto, de valorizarmos o nosso próprio território com a ajuda de uma empresa como é o Soalheiro, que tem muitos projetos a nível pedagógico, que vamos sempre agarrando porque se apresentam como uma oportunidade para a escola».

Esta professora revela que estão a ser estudados novos projetos para o próximo ano.

Já o diretor do Agrupamento de Escolas de Monção, Sérgio Gonçalves, salienta que o evento permite divulgar junto dos mais jovens «uma atividade que é muito importante na região, que é a produção do Alvarinho, dizendo-lhes que, mais tarde, muitos deles poderão continuar essa atividade».

Este responsável considera que a iniciativa «é bem-vinda» numa lógica de promoção deste setor de atividade porque, às vezes, as crianças pensam que a agricultura não é o futuro, quando têm aqui um meio de subsistência bem melhor do que outros percursos profissionais, uma vez que, «neste momento, a produção de Alvarinho é a atividade mais rentável em termos de agricultura no Alto Minho».

A Quinta de Soalheiro aproveitou o dia para lançar o novo conjunto “À Descoberta do Território”, composto por uma garrafa de Soalheiro Clássico com uma manga que a vai manter fresca, um saca-rolhas, dois copos e um queijo da Prados de Melgaço, acondicionado num saco com o bolso feito com um tecido alternativo ao couro, produzido com resíduos da uva Alvarinho da vindima, desenvolvido em parceria com a empresa Tintex Textiles.





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