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Famalicão, Vila Verde e Amares festejam Antoninas de forma contida

Não há marchas, não há arraiais nem cheiro a sardinha assada pelas ruas. As celebrações religiosas estão garantidas, no dia santo padroeiro.

Jorge Oliveira
9 Jun 2021

Vila Nova de Famalicão, Vila Verde e Amares estariam por estes dias em festa animada não fosse a pandemia.

Pelo segundo ano consecutivo, as festas concelhias em honra de Santo António são celebradas de forma contida, quase sem expressão no exterior, para não haver aglomerações e risco de contágios. Devido à covid-19, não há marchas, não há arraiais, nem o cheiro a sardinha assada nas ruas.

Mesmo assim, o município de Vila Nova de Famalicão foi “ousado” e decidiu, seguindo as regras em vigor, oferecer 12 espetáculos musicais ao ar-livre, de entrada livre, no palco do “Anima-te”. Instalado no Parque da Devesa, junto ao lago, numa área limitada, este espaço está preparado para receber 882 pessoas em condições de segurança.

A autarquia privilegiou a oferta cultural com concertos e exposições nomeadamente ao ar-livre e  também o espaço de serviço de comida, em regime de take-way.

Leonel Rocha, vereador da Cultura da Câmara de Famalicão, indica que as festas estão a ser celebradas de acordo com as regras emanadas pela Direção-Geral da Saúde.

Aliás, a autarquia famalicense não se tem poupado a esforços no apelo às pessoas para que cumpram escrupulosamente as medidas, de maneira a que não haja possibilidade de expansão do novo vírus.

«O que nós pretendemos é que os famalicenses se divirtam sem perigo», afirma Leonel Rocha. 

A Câmara de Famalicão optou este ano por não apostar na iluminação de ruas, uma decisão que acabou por resultar numa poupança nos custos das festas, cujo orçamento desceu para metade, de 300 mil para cerca de 150 mil euros.

Só a iluminação das festas representa uma despesa de mais de 50 mil euros. Outra fatia grande no orçamento são as Marchas Antoninas que este ano voltam a não sair à rua, sendo relembradas através de uma exposição no Parque da Devesa que apresenta alguns dos arcos que abrilhantaram as últimas edições daquele que é um dos pontos alto das Festas.

Em contrapartida foram contratados dois artistas conhecidos para preencher parte da animação musical – Miguel Araújo (abriu as festas, a 4 de junho) e Zé Amaro (atua sexta-feira, dia 11, no palco do Anima-te). O cartaz  é complementado com artistas famalicenses. 

Toda a programação das Antoninas está ligada ao “Anima-te”, cuja edição deste ano conta com mais de 80 espetáculos ao ar livre, até agosto.

As festividades terminam no dia 13, feriado municipal, com uma sessão de fogo de artifício, às 21h30, no Parque da Devesa, espetáculo que será visível em toda a cidade.

A missa em honra do padroeiro de Famalicão, Santo António,  é celebrada às 17h00, na capela de Santo António, na Rua Alves Roçadas. Preside à celebração o Arcebispo Primaz de Braga, D. Jorge Ortiga.

Vila Verde

Pelo segundo ano consecutivo as festas concelhias de Vila Verde, em honra de Santo António, são assinaladas sem eventos aglutinadores no exterior, por forma a afastar qualquer risco de propagação da covid-19.

«Não há concertos, não há marchas, não há arraial, não há fogo de artifício. É uma questão de precaução e prevenção», vinca a vereadora da Cultura, Júlia Fernandes.

Este ano, as festas Antoninas de Vila Verde cingem-se à iluminação da avenida central da vila e da capela de Santo António, às celebrações religiosas no dia litúrgico do santo, 13 de junho, na igreja matriz, às 11h00, com transmissão em direto do facebook do Município, e à apresentação de um livro e abertura de uma exposição de fotografias de Alfredo Cunha, no dia 12, sobre a benção dos animais em Santo António Mixões da Serra.

A sessão realiza-se às 16h00, na Biblioteca Municipal Prof. Machado Vilela de Vila Verde. Se as condições meteorológicas permitirem, a apresentação ocorrerá ao ar-livre, em frente ao edifício da Biblioteca, na Praça de Santo António, com a presença do autor e da Banda de Música de Aboim da Nóbrega, que é uma presença constante na festa de Santo António Mixões da Serra e é retratada neste livro.  

A vereadora da Cultura da Câmara de Vila Verde, que já teve oportunidade de folhear o livro, não poupa nos elogios a este trabalho. «Está fabuloso, é uma verdadeira obra de arte. É também uma espécie de homenagem ao padre Marques e à festa em si, porque está de facto uma obra extraordinária», qualificou Júlia Fernandes.

O padre António Marques, falecido em 2018, era pároco de Valdreu e ficou conhecido pelo seu entusiasmo e ligação durante vários anos a esta tradição secular.

As emblemáticas Antoninas de Vila Verde não se realizam nas ruas pelo segundo ano consecutivo, mas a autarquia espera que no próximo ano já seja possível voltar a encher a vila de gente, de «alegria e tradição».

«Com a vacinação a decorrer a bom ritmo, tenho esperança que em 2022 possamos fazer a festa como habitualmente fazíamos e como o Santo António merece. O ano passado e este ano sempre a pensar mais na saúde e na proteção das pessoas não a podemos realizar», acrescenta Júlia Fernandes. 

Amares

Os organizadores das Festas D’Amares prepararam um curto programa, ajustado à pandemia, para assinalar as Antoninas de 2021. A ideia é «marcar o evento e marcar o dia de Santo António», evitando «todo e qualquer aglomerados de pessoas» à volta das atividades.

«Queremos muito marcar o dia, mas não podemos permitir ajuntamentos de pessoas. O que pedimos é que se movimentem conforme as regras, conforme o que é permitido»,  afirma o vice-presidente da Câmara de Amares, Isidro Araújo. 

Organizadas pelas Associação das Festas Antoninas de Amares, com a colaboração do Município e da Junta de Freguesia de Ferreiros, Prozelo e Besteiros, as Festas d’Amares iniciam-se no dia 12, sábado, com uma atividade de animação a partir de um terraço da Galeria de Artes, na Praça do Comércio, com transmissão online pelas redes sociais das Festas d’ Amares e Município de Amares. Trata-se do XPLACES &NEXT360 with MAYZE X FARIA, um evento sem público que decorrerá entre as 19h30 e as 21h30, com música, entrevistas, imagens de drones.

Depois das 21h30 terá lugar uma sessão de fogo de artifício para marcar a entrada nas festas que terão o ponto alto no dia 13 (domingo) com a celebração da Missa de Santo António, padroeiro de Amares, na Igreja Matriz de Ferreiros, presidida pelo arcipreste de Amares e com transmissão online.

Quer a Praça do Comércio quer o espaço junto à Igreja Matriz de Ferreiros estão iluminados e enfeitados com Arcos de Arruado.

Habitualmente a autarquia gasta 60 mil euros com as festas Antoninas. Este ano, o valor será significativamente menor. As estimativas apontam para uma despesa de 7 a 10 mil euros. 

[Notícia completa na edição impressa do Diário do Minho]





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