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Braga: Francisco Mota acusa Ricardo Rio de «ataque à independência do CDS-PP»

«É na rua, junto das nossas freguesias, empresários, colectividades, associações e instituições do concelho que devem ser colocados os nossos talentos a render e não em guerrilhas internas que não interessam a ninguém», vaticina o dirigente nacional do CDS-PP.

Nuno Cerqueira
2 Jun 2021

Francisco Mota, que tem sido apontado como candidato a um lugar na lista da vereação da coligação “Juntos por Braga”, mas que Ricardo Rio já tomou a decisão de não querer, disse a este jornal que o que está em causa não é se é ou não candidato, mas sim o facto do partido não puder aceitar que Ricardo Rio venha tomar decisões pelo CDS-PP.

«Um ataque claro à autonomia e independência do CDS-PP», aponta, dizendo mesmo que «o CDS-PP não está em saldos, nem muito menos é uma filial do PSD-PPD».

«Uma coligação, não é uma fusão, pressupõem um respeito pelas diferença, capacidade de diálogo acima dos interesses dos partidos políticos, mas nunca esquecendo quem somos, de onde vimos e para onde queremos ir», destaca Francisco Mota, dirigente nacional do CDS-PP, dando nota ainda que «o CDS se meteu nas escolhas do PSD, nem vice-versa».

«Exemplo disso é que fui candidato a vereador por duas vezes e nunca tive aprovação ou a reprovação dos parceiros de coligação ou do Ricardo Rio. Não tive, porque não tinha que ter», afirma.

Francisco Mota fala de «momento off» e «sem exemplo» de Ricardo Rio, que diz «conhecer bem» e que tem a certeza que «não o fez por mal, foi um momento off, que enquanto democratas cristãos vamos perdoar».

«As pessoas estão fartas deste tipo de política assente no poder da força, estas eleições autárquicas são muitos importantes para o nosso concelho e não podemos enquanto projeto político de centro direito dar o quer que seja por garantido. Todos, somos poucos para responder ao futuro de braga», destaca Francisco Mota.

«É na rua, junto das nossas freguesias, empresários, colectividades, associações e instituições do concelho que devem ser colocados os nossos talentos a render e não em guerrilhas internas que não interessam a ninguém», vaticina o dirigente nacional do CDS-PP.





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