Fotografia: DM

Serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital de Braga celebra hoje dez anos

Numa década fez mil operações à hérnia inguinal por via laporoscópica.

Jorge Oliveira
1 Jun 2021

O Serviço de Cirurgia Pediátrica do Hospital de Braga celebra hoje, Dia Mundial da Criança, o décimo aniversário, apostado na contínua melhoria dos cuidados assistenciais, desenvolvimento de técnicas inovadoras, formação e investigação.

Pioneiro em muitos procedimentos designados «minimamente invasivos», este Serviço, dirigido pelo cirurgião pediátrico Correia Pinto, chega aos dez anos com uma marca assinalável na sua atividade: mil cirurgias realizadas à hérnia inguinal por via laparoscópica, uma técnica que traz uma série de vantagens para as crianças (menor trauma cirúrgico, menos sangramento intraoperatório, menor dor pós-operatória, recuperação pós-cirúrgica mais rápida, menores cicatrizes, etc.)

O Serviço é pioneiro a nível nacional na reparação da hérnia inguinal e corrige cirurgicamente patologias também com a técnica de toracoscopia, mesmo em crianças pequenas.

«Julgo que a nível do contexto nacional neste momento, apesar do Hospital de Braga ser o mais jovem, o nosso Serviço é provavelmente aquele que está mais avançado na oferta que faz em termos de inovação no tratamento que nós implementamos», disse o diretor.

Nestes Serviço são feitas mais de mil consultas por mês e operadas cerca de 200 crianças também por mês. No total, e nos diferentes procedimentos cirúrgicos realizados neste Serviço, contam-se mais de 10.600 cirurgias ao longo de dez anos.

Para além dos números, Correia Pinto destaca a qualidade do serviço que tem sido prestado nestes dez anos.

«Fizemos um esforço muito grande para tratar com inovação e hoje é com algum orgulho que comunicamos que não só tratamos muitas crianças como tratamos de acordo com os mais altos padrões que existem atualmente. Muitas vezes Portugal está 10 anos, 15 anos atrasado em muitos itens, em termos de cuidados que prestamos de cirurgia pediátrica no Hospital de Braga nós estamos de acordo com o último “grito”», refere.

O cirurgião pediátrico salienta que tem sido preocupação de toda a equipa colocar estas técnicas minimamente invasivas ao serviço do maior número possível de crianças e dar às famílias toda a informação sobre os resultados das técnica que são propostas.
«Isto para mim é um avanço da medicina e na relação com o doente e sua família», declara Correia Pinto.

Além da dimensão assistencial, o Serviço tem apostado na dimensão de formação e de investigação, numa colaboração com a Escola de Medicina da Universidade do Minho. O Serviço dá formação a cirurgiões pediátricos, quer nacionais, quer estrangeiros, que querem aprender estas técnicas minimamente invasivas.

Todos os anos é organizado um curso de cirurgia fetal e neonatal. Em 2020 foi interrompido devido à pandemia.
Periodicamente, o Serviço faz uma avaliação dos seus resultados e procura comparar com o que se passa internacionalmente neste especialidade. E essa informação é facultada aos pais das crianças.





Notícias relacionadas


Scroll Up