Fotografia: DM

Sociedade civil pode ajudar os Estados a melhorar os planos de resiliência

Entrevista a Gonçalo Lobo Xavier, membro do Comité Económico e Social Europeu.

Luísa Teresa Ribeiro
31 Mai 2021

O envolvimento da sociedade civil organizada na definição dos planos de recuperação e resiliência foi insuficiente na maioria dos Estados-membros da União Europeia. Estes organismos estão, no entanto, disponíveis para ajudar a melhorar os projetos, se forem chamados a intervir na monitorização da sua aplicação.

A revelação é feita por Gonçalo Lobo Xavier, o membro português do Comité Económico e Social Europeu (CESE) em representação da CIP – Confederação Empresarial de Portugal que é um dos autores de um relatório sobre os planos de recuperação e resiliência, que deu origem a uma resolução daquele órgão consultivo.

Os planos de recuperação e resiliência voltam hoje a merecer a atenção do CESE, servindo de mote para a conferência “Construir uma Europa resiliente”, promovida pelo Grupo do Semestre Europeu, em formato digital, que pode ser acompanhada aqui.

Em entrevista ao Diário do Minho, este membro do Grupo I (Empregadores) refere que depois da resolução sobre a participação da sociedade civil organizada nos planos nacionais de recuperação e resiliência, aprovada em fevereiro, continuou o trabalho de acompanhamento no sentido de «tentar perceber se, para além da consulta que houve junto das organizações da sociedade civil, os comentários que estas entidades fizeram foram vertidos» nesses documentos.

«A grande conclusão é que o envolvimento das organizações da sociedade civil na maioria dos Estados-membros está longe de ser assinalável ou satisfatória. Na maioria dos Estados-membros não houve uma evolução significativa entre janeiro e maio sobre a participação das várias organizações. Na maioria dos Estados-membros não houve consultas efetivas, com trocas de argumentos e de informações que tenham confirmado ou alterado significativamente o plano inicial feito pelos governos». declara.

Nesta fase, defende, «ainda há uma possibilidade de corrigir o erro de não ter envolvido tanto as organizações da sociedade civil nos planos teóricos de recuperação e resiliência e que passa pela monitorização das ações que se vão implementar». «Nós achamos que as organizações da sociedade civil podem melhorar muito a eficácia e a eficiência dos planos e da sua implementação», afirma.

[Entrevista completa na edição impressa de hoje do Diário do Minho]





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