Fotografia: DM

Famalicão leva ‘Última Ceia’ ao palco com um ator e dezenas de populares

Co-criação estreia sexta-feira no Salão Paroquial de Ruivães

R. de L.
26 Mai 2021

O Salão Paroquial de Ruivães, em Vila Nova de Famalicão, é palco, sexta-feira, dia 28 de maio, pelas 20h30, de um espetáculo comunitário intitulado “Última Ceia”, que vai contar com cerca de uma dezena de participantes em cena, dos quais apenas um é ator profissional, sendo os restantes membros da comunidade.

O espetáculo é o resultado da ação “Se o Mundo Acabasse Amanhã, o Que Eu Faria Hoje?”, desenvolvida pelo Município de Famalicão em parceria com a Momento – Artistas Independentes, e foi realizada com o objetivo de explorar a identidade da comunidade das freguesias de Bairro, Delães, Carreira, Bente, Ruivães e Novais recorrendo ao teatro, como arte principal, aliado à música, dança e videografia. Este projeto artístico desenvolvido em co-criação decorreu entre março e maio deste ano com habitantes das freguesias, com foco na inclusão de pessoas portadoras de deficiência, população sénior e pessoas em risco de exclusão social.

Para o efeito, segundo informação municipal, foram desenvolvidas parcerias com entidades locais como o Centro Social e Cultural de Bairro, Paróquia de Ruivães e Juntas de Freguesia dos referidos territórios.

A ideia-base da ação surgiu de Diogo Freitas e Filipe Gouveia, dois jovens artistas da Momento – Artistas Independentes, uma estrutura de criação com sede na freguesia de Joane, em Vila Nova de Famalicão. «Achamos que seria interessante pensarmos um projeto que fosse 100% das pessoas»  refere Diogo Freitas, encenador da ação. Com o projeto, a “Momento” pretende explorar a individualidade e as aptidões de cada participante e perscrutar os diferentes estímulos de criação e imaginários artísticos, de forma a mostrar que cada pessoa, apesar de diferente, é igual em sonhos, qualidades e talentos.

A ação arrancou com um processo de recolha de testemunhos em regime misto – online e presencial -, de modo a não infringir as restrições da pandemia. As questões levantadas relacionavam-se com o sentimento da despedida, tema principal da ação. Os testemunhos recolhidos serviram depois de inspiração para a dramaturgia. O texto que originou o guião “Ùltima Ceia” resultou «da união das vozes dos entrevistados, suas histórias e crenças, de forma a permitir a criação de um trabalho artístico com o qual as pessoas se pudessem identificar e sentir como seu», resumem os autores.

O espetáculo é assim um trabalho de retrato e homenagem à comunidade e carateriza os territórios abrangidos. Trata-se de um «espetáculo-carta»,  um espetáculo «como se fosse esta comunidade que o escrevesse ou quisesse dizer alguma coisa à vida ou antes de se despedir»,  realça Diogo Freitas.





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