Fotografia: Avelino Lima

Música e arte contemporânea fundem-se em festival que remete para as origens da cidade

O FENDA – Festival de Arte Urbana decorre em vários espaços de Braga nos dias 25, 26 e 27 de junho.

Rita Cunha
25 Mai 2021

Vários espaços de Braga serão palco, nos dias 25, 26 e 27 de junho, do FENDA – Festival de Arte Urbana. Um evento que junta a música moderna à arte contemporânea com o propósito de disseminar as artes visuais, performativas e a música através da intervenção urbana, não esquecendo a ligação à história e às origens romanas da cidade. Serão, segundo o coletivo Cosmic Burger, responsável pela direção artística, «três dias de provocação artística que expandem a vanguarda cultural de forma arrojada, audaz e cosmopolita».

Com cariz urbano e alinhamento diversificado e eclético, o FENDA conta com uma programação que explora «uma abordagem do que de melhor existe em graffitti, escultura e pintura». Para o efeito, foram convidados 12 artistas que deixarão a sua marca em algumas ruas, fachadas e montras da cidade.

Concretamente na vertente músical, o festival passará pelo hip-hop, música eletrónica e experimental. De destacar, aqui, a atuação de Ângela Polícia, artista bracarense, multifacetado e autodidata, assim como para a estreia mundial do novo disco de Evian Christ, sendo este um dos pontos altos do evento.

As intervenções de arte urbana passarão por vários espaços da cidade e ao longo de todo o mês de junho, contando com um programa mais extenso do que o musical. Segundo explicou Carolina Grilo Santos, da Cosmic Burgers e curadora do programa de arte urbana, haverá uma «grande variedade de expressões», algumas com estreia neste tipo de artes.

Por entre o vasto programa, Carolina Grilo Santos começou por destacar BEK, artista nascido em Braga e que irá pintar um mural na Escola da Sé. Também de Braga participará Sebastião Peixoto, que vai pintar um mural no edifício do Castelo.

A vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Braga destacou a importância do FENDA na afirmação da cultura urbana no concelho. «Estou certa de que será um festival a ter continuidade e que ganhará expressão no seio do território bracarense», disse Lídia Dias.

A participação nos concertos será gratuita, mas será necessária inscrição através de uma plataforma que será disponibilizada para o efeito.





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