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Papa reorganiza sínodo e adia a próxima assembleia para 2023

Sínodo vai ser precedido por um processo inédito de consulta, com assembleias diocesanas e continentais.

Redação/Lusa
21 Mai 2021

O Vaticano anunciou hoje que a 16.ª assembleia geral do Sínodo dos Bispos se realiza em outubro de 2023, um ano depois do que estava previsto, e será precedida por um processo inédito de consulta, com assembleias diocesanas e continentais.

Com o tema “Por uma Igreja Sinodal: comunhão, participação e missão”, o XVI Sínodo dos Bispos será dividido em três fases, entre outubro de 2021 e outubro de 2023, passando por uma diocesana e outra continental, que dará vida a dois Instrumentum Laboris, documentos de trabalho, até chegar à assembleia final com os mais altos representantes da Igreja reunidos em Roma.

Em comunicado, o Vaticano explica que essas mudanças vão garantir uma «escuta real» a todos os fiéis e que «não será apenas um acontecimento, mas um processo», que envolverá fiéis, bispos e o Papa.

A abertura do Sínodo de 2023 acontece no Vaticano, sob a presidência do Papa, nos dias 09 e 10 de outubro deste ano, e em cada diocese católica, a 17 de outubro, sob a presidência do respetivo bispo.

Até abril de 2022 será realizada uma consulta com todos os fiéis por meio de um documento preparatório, acompanhado de um questionário e de propostas.

Outra novidade é que haverá uma fase de debates a nível continental, de setembro de 2022 a março de 2023.

As novas regras não alteram a participação na assembleia final do conselho episcopal que será realizada no Vaticano e onde poderá votar apenas uma mulher, a subsecretária, a freira francesa Nathalie Becquart.

O tema da sinodalidade, que a Igreja define como “caminhar juntos” na tomada de decisões, será o assunto do próximo sínodo.

Além das ordinárias, o Papa também pode decidir convocar algumas extraordinárias, como a última dedicada à Amazónia, enquanto a XV assembleia episcopal foi dedicada aos jovens.

 





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